Eu, Robô

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Crítica Cineweb

03/08/2004

Há um inevitável senso de déjà vu em Eu, Robô. Aquela história de humanos contra as máquinas que eles mesmos criaram é antiga, lembra até um pouco Frankenstein, que é até citado por um personagem no filme. É como um filme-frankenstein, com "citações" de várias passagens já vistas em ficção científica, de 2001 - Uma Odisséia no Espaço a Minority Report - A Nova Lei.

O nome do renomado escritor de ficção-científica Isaac Asimov (1920-1992) vem junto com o filme só para aparentar status, pois como é dito nos créditos finais, o conto original serviu apenas de sugestão para o roteiro. A essa extravagância de mais de 100 milhões de dólares faltam, acima de tudo, uma boa dose de criatividade e apelo visual, além de personagens mais bem realizados.

Will Smith é o detetive Spooner que, no ano 2035, ainda parece viver em 2004. Gosta de músicas antigas, roupas de décadas anteriores, eletrodomésticos ultrapassados, e não confia em robôs. Qual a graça de viver no futuro, se a sua vida é igual a de 30 anos atrás? Essa implicância que ele tem contra os nossos amigos computadorizados é o que vai lhe causar mais problemas.

Quando Dr. Lanning, um dos maiores inventores de robôs do mundo, morre em circunstâncias mal explicadas, todos pensam ser suicídio, mas será o detetive Spooner que cogitará um assassinato, cujo culpado é um robô. Para fazer suas investigações dentro da U.S. Robotics, ele contará com a ajuda da Dra Susan Calvin (Bridget Moynahan), uma psicóloga especializada em humanizar robôs, em quem aplicar sua técnica de humanização não faria mal algum.

Suas investigações levarão Spooner a Sonny, um robô ultra-moderno, quase humano - a última criação do Dr Lanning. Ele pode ser o culpado do crime mas, como o detetive irá descobrir, há por trás disso tudo interesses maiores, que afetarão toda raça humana.

Eu, Robô volta a utilizar as mesmas Três Leis da Robótica, também apresentadas em Homem Bicentenário (um filme que é melhor ser esquecido), também baseado em Asimov. Essas leis visam proteger os humanos dos robôs, e eles de si mesmos. O escritor criou essas leis porque acreditava que com o passar do tempo, os autômatos se tornariam cada vez mais parecidos com os humanos. E,o fato de um robô possivelmente transgredir uma dessas leis e ter matado um humano é o mote do roteiro.

A direção do egípicio radicado na Austrália Alex Proyas é um dos pontos mais fracos do filme. Ele, que mostrou tanto rigor visual e criatividade em seus primeiros trabalhos, como Cidade das Sombras, opta por uma miscelânia visual já vista milhares de vezes, e bem abaixo de toda a sofisticação de Minority Report, por exemplo.

Mas os produtores nem devem estar ligando muito para esse tipo de coisa. O filme parece ter saído do estúdio quase pago, graças aos quatro merchandisings explícitos que aparecem menos de cinco minutos depois dos créditos inciais. Se Eu, Robô estiver certo, o futuro vai ser bem parecido o nosso presente, e até um pouco mais sem graça.

Alysson Oliveira


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