Nem Que a Vaca Tussa

Ficha técnica

  • Nome: Nem Que a Vaca Tussa
  • Nome Original: Home on the Range
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Animação
  • Duração: 76 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: John Sanford, Will Finn
  • Elenco:

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Crítica Cineweb

06/07/2004

Quando Irmão Urso entrou em cartaz, especulava-se que seria a última produção seguindo a técnica tradicional de animação de Walt Disney Pictures. O departamento de desenhos feitos à mão, que deram reconhecimento e credibilidade aos estúdios, finalmente havia sido derrotado pela era digital. No entanto, aparentemente Nem que a Vaca Tussa já estava em fase de produção e chega agora como suposta obra final dos artesãos da Disney. Isso significa dizer, na prática, que os próximos longas não serão desenhados quadro a quadro, deixando a cargo do computador toda a feitura das cenas.

E como obra derradeira da técnica manual, Nem que a Vaca Tussa não deixa nada a desejar. Simples, com um roteiro dinâmico e deliciosamente infantil, a nova produção abandona a cansada fórmula Disney para dar lugar a uma idéia um pouco mais corriqueira e divertida. A despreocupação com o épico dá um tom mais prático à trama, criando situações que podem agradar às mais distintas faixas etárias.

A simplicidade da história segue muitos convencionalismos dos westerns da década de 30 e 40, abusando dos clichês regionais americanos, para dar o tom humorado ao filme. Tudo começa realmente quando a fazendeira Pearl Gesner (voz da atriz Carole Cook) não consegue pagar suas dívidas no banco e pode perder seu rancho. Situação criada pelo vilão Alameda Slim (Randy Quaid), um ladrão de gado biruta que ambiciona possuir todas as terras que puder.

Quando tudo parecia perdido, as três atrapalhadas vacas de Pearl aparecem para salvar o idílico rancho. A idéia é simples: vão prender o vilão e, com o dinheiro da recompensa, pagar as dívidas. O único problema é vencer Rico (Charles Dennis), um famoso caçador de recompensas que está na cola do ladrão e o divertido cavalo Buck (interpretado por Cuba Gooding Jr.).

Elas não são apenas as heroínas, mas a alma da trama, cada uma com seu estilo próprio de humor e comportamento. A elegante Sra. Calloway (Judi Dench), a "new age" Grace (Jennifer Tilly) e a recém-chegada Maggie (Roseanne Barr) dão ritmo à história, e, assim, tornam-se seu maior atrativo. O trabalho das atrizes também é curioso, submergindo nos personagens de tal forma que se esquece das famosas atrizes que interpretam.

O mesmo pode ser dito do trabalho realizado pelas atrizes brasileiras, para aqueles que assistirão à versão dublada. Fernanda Montenegro, Isabela Garcia e Cláudia Rodrigues, respectivamente, conseguem dar conta de suas personagens e tornar a dublagem mais do que satisfatória.

Isso é importante ressaltar, porque os diretores e roteiristas de Nem que a Vaca Tussa, Will Finn e John Sanford, preferiram dar à animação um estilo mais básico, criando uma autêntica comédia com as expressões e linguagem física das personagens. Assim, o trabalho dos atores torna-se tão importante quantos dos desenhistas. Outro ponto importante é o humor referencial, aparecendo muitas vezes como uma armadilha para os tradutores. Mesmo assim, a rica cultura sertaneja brasileira salva os diálogos de forma acertada.

Por esses motivos, pode-se dizer que Nem que a Vaca Tussa é a melhor animação que a Disney fez nos últimos tempos sem a parceria da Pixar - o que não quer dizer muito, na verdade. Mais do que isso, prova, talvez um pouco tarde, que o método tradicional ainda contém inúmeras possibilidades ainda não exploradas.

Rodrigo Zavala


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