Matadores de Velhinha

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Crtica Cineweb

18/06/2004

Saindo de sua rotina de criadores de roteiros originais, os irmãos Joel e Ethan Coen adaptaram o romance de William Rose, já disponível numa versão cinematográfica britânica de 1955, com Alec Guinness e Katie Johnson nos papéis principais.

Num cenário transposto para o sul dos EUA, Tom Hanks interpreta o protagonista, o malandro professor G. H. Dorr, que aluga um quarto na casa da velha viúva sra. Munson (Irma P. Hall). O professor de fala macia planeja abrir um túnel por baixo da casa da sra. Munson, com a ajuda de seus parceiros, e desembocar direto nos cofres subterrâneos de um cassino do Mississippi. E é o que ele faz, enganando a sra. Munson ao fazê-la acreditar que ele e seus comparsas ensaiam músicas renascentistas no seu porão.

Num clima de comédia de erros que remete a Fargo - mas não tem a sua originalidade - , brilha a estrela da indiscutível heroína da história, a sra. Munson, extraordinária atriz de teatro de Chicago descoberta pelos Coen nos testes de elenco - e vencedora de um Prêmio do Júri especialmente criado para ela pelos jurados do Festival de Cannes/2004. Com sua aparente inocência, a velhinha comanda o aniquilamento da gangue, quase sem mover um único dedo. Conta com um delicioso coadjuvante no seu gato amarelo, Pickles, que encerra sozinho a emblemática cena final.

Os fãs ardorosos do estilo dos irmãos Coen, em cuja filmografia contam-se obras magistrais como Gosto de Sangue, Ajuste Final e o recente O Homem que Não Estava Lá, terão alguns motivos para estranhamento. Se o filme é correto do ponto de vista de sua produção, como sempre impecável, também é certo que falta alguma coisa na receita. Com certeza, não deverá ser lembrado entre as obras-primas dos talentosos diretores-roteiristas.

Um dos problemas principais reside em Tom Hanks que, apesar do notável esforço para encarar um material tão distinto de seus hábitos, não consegue decolar. É o ator errado no filme errado. E, embora a própria história tenha suas limitações, torna-se irresistível imaginar o quanto o filme seria mais divertido com George Clooney ou Johnny Depp como protagonistas.

Neusa Barbosa


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