Shrek 2

Ficha técnica

  • Nome: Shrek 2
  • Nome Original: Shrek 2
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Animação
  • Duração: 93 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

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Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

15/06/2004

Desde que desembarcou nas telas em 2001 - ganhando o primeiro Oscar de animação da história - o ogro da DreamWorks nunca deixou de desafiar os contos de fadas comportadinhos que fizeram a alegria de sua poderosa concorrente, a Disney. Essa foi a sua grande sacada e o motivo principal de seu espantoso sucesso tanto entre adultos como entre crianças, até as muito pequenas.

É justamente neste quesito da sátira que o segundo capítulo começa desguarnecido. Na primeira metade do filme, que gira em torno da intenção da princesa Fiona de visitar novamente seus pais, a história perde energia, por mais que o insistente Burro (dublado por Eddie Murphy na versão original/Mário Jorge de Andrade na nacional) consiga provocar algumas risadinhas. Este é o preço de não ser mais novidade a família ogro, agora formada por Shrek (Mike Myers na versão original, Bussunda na nacional) e a princesa Fiona (Cameron Díaz/Fernanda Crispim), que optou definitivamente por suas formas avantajadas e pela cor verde.

A partir da chegada ao Reino Tão Tão Distante, governado pelos reis Harold (John Cleese/Isaac Bardavid) e Lílian (Julie Andrews/Emília Rey), pais de Fiona, as coisas começam a melhorar. Lá, o feliz casal vai ser confrontado por uma Fada Madrinha e um Príncipe Encantado bem fora de sua imagem convencional nas histórias infantis. Ou seja, esta Fada Madrinha (com a voz de Jennifer Saunders, a impagável Edina da série Absolutely Fabulous/Márcia Coutinho na versão nacional) está mais para bruxa do que para protetora. Gordinha, gulosa e superprotetora, ela chantageia o rei - que esconde um segredinho em seu passado - para forçá-lo a melar o casamento de sua filha com Shrek, colocando novamente na parada seu próprio filhinho, o mimado Príncipe Encantado (Rupert Everett/Ettore Zuim). Mauricinho vaidoso, este príncipe está mais preocupado com os próprios cabelos do que com qualquer outra coisa e procura agora, com a providencial ajuda de sua megera mãe, ganhar uma segunda chance de casamento com Fiona - já que ele chegou atrasadão na torre de onde devia salvá-la do dragão.

A conspiração contra Shrek apóia-se especialmente no fato de que ele não é bem o genro dos sonhos do elegante casal de reis, especialmente nos modos à mesa, bem evidentes desde o primeiro e desastroso jantar em família. Os inimigos do ogro recorrem ainda a uma arma secreta - o implacável caçador Gato de Botas (na versão original, contando com a voz e o sotaque de Antonio Banderas/Alexandre Moreno na versão nacional). O felino simplesmente rouba a cena do Burro, tornando-se o animal mais cativante em cena, ainda mais porque pode jogar com mais ambigüidade o seu papel. Ora bonzinho, ora valente, ora engraçado, ora meiguinho, o gato é simplesmente a melhor coisa desta segunda edição.

O segmento final também reserva bons momentos depois do reaparecimento do esquadrão dos personagens de histórias infantis, como o Pinóquio, o impagável trio de ratinhos cegos, os Três Porquinhos e o Biscoito - que será visto em tamanho gigante. Toda a turma vem ajudar Shrek a escapar das armadilhas da Fada Madrinha e coloca o Reino Tão Tão Distante de ponta cabeça.

Neusa Barbosa


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