Falando de Sexo

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Crítica Cineweb

10/05/2004

James Spader está assumindo o posto de pervertido favorito dos filmes americanos. Depois de roubar a mulher e a amande de Peter Gallahger em sexo, mentiras e videotape e enlouquecer sua subordinada em Secretária, ele ataca, literalmente, de psiquiatra em Falando de Sexo - que embora seja de 2001 só estréia agora no Brasil. E o fato de Spader repetir mais uma vez o mesmo perfil de personagem não ajuda em nada o filme que, em sua essência, sente falta de duas coisas básicas a uma comédia: humor e criatividade.

Quaquer pessoa que tenha assitido a um capítulo de qualquer telenovela escrita por Carlos Lombardi (Kubanacan, Quatro Por Quatro) já viu esse filme. Falando de Sexo se propõe ao óbvio do título, mas de uma forma tão pudicamente escrachada que não chega a lugar algum. Aliás, o longa só serve para provar que os americanos ainda são muito mal-resolvidos quando o assunto é falar de sexo oral.

Dr. Roger Klink (Spader) dá um flagrante em sua paciente Melinda (Melora Walters) na cama com o marido Dan (Jay Mohr) em um hotel de beira de estrada. Histericamente, os três discutem até a chegada da Dra. Emily Paige (Lara Flynn Boyle) que, armada, ameaça o trio. Com a chegada da polícia o circo está feito. Resta a Melinda, que fugiu pela janela do banheiro, contar ao xerife o que aconteceu e os levou até ali.

É nesse longo flashback que se descobre que o casal com problemas sexuais decidiu procurar a Dra. Paige. Esta, por sua vez, indicou Dr Klink para cuidar da depressão de Melinda. O médico, que também está em crise conjugal, acaba transando com sua paciente no elevador. Isso faz com que Melinda volte a sentir prazer em viver, mas não agrada em nada a Dra. Paige, que induz o casal a processar o médico. Entram em cena dois advogados canastrões vividos por Bill Murray (numa interpretação pré-Encontros e Desencontros) e Catherine O'Hara.

Com interpretações para lá de caricatas e forçadas, o filme vai crescendo em cima de clichês e exageros. O roteirista Gary Tieche deveria ter usado em sua história a frase repetida à exaustão pela Dra. Paige: "Sinceridade primeiro". Se em algum momento o texto fosse sincero, poderia ter resultado em um filme ao menos interessante. Há uma situação ou outra até engraçada, mas está tão cercada de chavões, que já não faz a menor diferença.

Alysson Oliveira


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