Como Se Fosse a Primeira Vez

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Crítica Cineweb

27/04/2004

Depois de entrar temporariamente num território mais cult - em Embriagado de Amor, de Paul Thomas Anderson - Adam Sandler reencontra sua vocação natural. Com sua voz fanha e locução imbecilizada, ele retoma o velho personagem bobão que o consagrou em impressionantes sucessos de bilheteria nos EUA e forma, aqui, um desequilibrado par romântico com a gracinha Drew Barrymore.

Sandler interpreta o biólogo marinho Henry Roth. Funcionário de um parque aquático no Havaí, ele divide o tempo entre leões marinhos, morsas e golfinhos, no trabalho. Nas horas vagas, investe apenas em romances de uma só noite. Mas tudo muda quando conhece a bonitinha Lucy Whitmore (Drew) numa lanchonete. Cai de amores pela lourinha sem saber ainda que a moça tem um problema: depois de um acidente de carro que afetou sua memória, ela acorda cada dia sem lembrar nada do que fez no dia anterior, o que a condena a recomeçar a viver sempre exatamente o mesmo dia, um domingo.

Nem um pouco abalado pela limitação de sua musa, Henry dispõe-se a reconquistá-la diariamente. Nem sempre é bem-sucedido. Lucy às vezes rejeita a companhia deste conquistador insistente, que encontra a princípio a oposição do pai dela (Blake Clark) e do irmão (Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis).

Se a trama do roteirista estreante George Wing parasse por aí, poderia ser uma até simpática visita ao genial argumento de Feitiço do Tempo - comédia de Harold Ramis em que Bill Murray fica misteriosamente empacado num dia de inverno. Mas a produção resolveu ir mais longe, inserindo as situações de escatologia adolescente inevitáveis nos filmes de Sandler e que aqui são capitaneadas por um personagem secundário, Ula (Rob Schneider, claro). Aí, qualquer qualidade que o filme tenha tido até então, vai por água abaixo.

Neusa Barbosa


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