Roubando Vidas

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Crítica Cineweb

06/04/2004

O comentário realizado pelo crítico de cinema do jornal USA Today, Mike Clark, é mais do que acertado quando se fala no novo filme de Angelina Jolie. "O problema de ser indulgente com Roubando Vidas é que ele faz você gastar seu tempo". E realmente o é: o diretor DJ Caruso (A Sombra de um Homem) nos brinda com mais uma história de serial killers, clichês e escassas surpresas para o gênero. O filme é mal escrito, mal dirigido, repleto de situações absurdas, passando apenas a idéia de que o filme é uma operação comercial qualquer. Isto é, entretenimento para pessoas não exigentes.

A montanha de lugares-comuns começa com a entrada em cena de Jolie, que aqui faz o papel de uma detetive do FBI (Illeana Scott), expert em psicologia e uma espécie de vidente. Ela é convidada pela polícia canadense para investigar uma série de estranhos assassinatos, inusuais para o país. Afinal, nada melhor do que americanos para desvendar mentes doentes, violentas e armadas.

Como possui certos poderes extra-sensoriais, Illeana tem certa facilidade em encontrar o primeiro suspeito, James Costa (Ethan Hawke). No entanto, acaba se apaixonando pelo rapaz, fato que a confunde e atrapalha sua capacidade de discernir certo e errado. Quem disse que o amor cega uma pessoa, estava certo; e assim o roteirista Jon Bokenkamp utilizou esse argumento para criar um ralo clima de suspense para a história.

O que salva a trama e seus incontáveis defeitos é o seu sólido elenco franco-americano. Kiefer Sutherland, Olivier Martinez, Tchéky Karyo, apesar de fazerem pontas, conseguem impulsionar o enredo apenas com suas presenças. Chamam a atenção do espectador, que cobra sem sucesso carisma de Ethan Hawke.

Não é necessário dizer que Roubando Vidas é previsível logo após a primeira cena, que explica o título da produção. Gratuita e perversa, mostra o assassino ainda jovem, em sua primeira empreitada como ladrão de vidas. Só não fica mais evidente, por uma escolha errônea do ator intérprete do assassino atual.

Sobra muito pouco para o espectador do filme, se for ao cinema esperando um pouco mais do que um par de horas de diversão. Para os fãs de Jolie, o que sobra é realmente sua beleza, que está sendo aproveitada apenas em filmes de baixa qualidade. O resto é desnecessário.

Rodrigo Zavala


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