Do Jeito Que Ela É

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Crítica Cineweb

17/02/2004

O feriado do dia de Ação de Graças tem uma importância muito grande para a cultura norte-americana. Para algumas famílias, a data chega até a ser mais importante do que o Natal. Por isso, não é nenhuma surpresa que existam tantos filmes que girem em torno do tema. Este é o dia em que as famílias se reúnem para agradecer as graças alcançadas. Na pratica, no entanto, esse dia acaba também sendo proício para trazer à tona velhas diferenças. No cinema, esse feriado já rendeu bons filmes, como Hannah E Suas Irmãs, de Woody Allen e Tempestade de Gelo, de Ang Lee.

Do Jeito que Ela É bebe da mesma fonte. April Burns leva uma vida sossegada e é a ovelha negra da família: mora em Nova York, pinta o cabelo de rosa, usa vários piercings e se envolve com os tipos mais problemáticos. Porém, desta vez está disposta a fazer um caprichado jantar para a sua família que saí do subúrbio para visitá-la.

Apesar da vida caótica, a moça está se esforçando para preparar a ceia tradicional, cujo prato principal é o peru e também alguns enlatados. Porém, na hora de assar a ave, percebe que seu forno não está funcionando. Só lhe resta contar com a boa vontade de algum vizinho que empreste o seu.

Enquanto isso, no carro de sua família a viagem também é tumultuada, principalmente por causa da mãe com a saúde abalada, todos crêem que este será o último dia de Ação de Graças dela. Por isso querem fazer da data algo perfeito.

Patricia Clarkson (Longe do Paraíso)recebeu uma indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante e um prêmio em Sundance/2003 por seu trabalho. É o personagem dela que consegue dar a dimensão mais humana ao filme, pontuando a viagem da família para Nova York com seus acessos de náusea e comentários sarcásticos. Katie Holmes (estrela da série de TV Dawson's Creek) tenta se desvencilhar da imagem de patricinha arrumadinha e tem uma interpretação honesta.

Peter Hedges, roteirista e escritor experiente (é dele a obra original e o roteiro de Gilbert Grape- Aprendiz de Sonhador) estréia na direção neste longa. Fica evidente que ele tem um olhar especial para os outsiders, mas só isso não é suficiente para se fazer um bom filme. Falta uma certa profundidade nas situações, que às vezes soam muito gratuitas. Hedges até consegue unir momentos doces e amargos em seu filme, porém, no final das contas fica a sensação de se estar comendo comida enlatada, como aquela que April serve a seus convidados.

Alysson Oliveira


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