Confidence - O Golpe Perfeito

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Crítica Cineweb

17/02/2004

A maré está a favor de ressuscitar o discreto charme dos malandros. Toda força, portanto, a esta história, escrita pelo roteirista estreante Doug Jung e dirigida por alguém de renomada experiência: James Foley, que acumula no currículo empreitadas tão variadas quanto Caminhos Violentos (1986), Quem é Essa Garota? (1987) e O Sucesso a Qualquer Preço (1992). Edward Burns é, também, um ator capaz de desempenhar o papel de um vigarista sedutor. Mas não basta somar fatores para ter um todo em pleno funcionamento. Por excesso de carga, este navio quase afunda.

 

Não está em questão a originalidade. Confidence rouba abertamente idéias de filmes melhores: do bom e velho Golpe de Mestre aos recentes O Assalto e Uma Saída de Mestre. Até aí, tudo bem. O problema é complicar a mistura, não querer deixar nada de fora e inserir uma reviravolta a cada cinco minutos.

 

Resumo da opereta: Jake Vig (Burns) lidera um grupo de vigaristas light, ou seja, gente que não gosta de violência. Mas Vig, Gordo (Paul Giamatti) e Miles (Brian Van Holt) bem que conseguem convencer os otários de que são barra-pesada e assim garantem o fluxo da conta bancária. Até que um dia pegam um dinheirão de um gângster realmente linha dura, que se autodenomina "O Rei" (Dustin Hoffman). Para consertar a besteira, Vig e seus associados planejam um serviço bem mais rentável do que a média deles e aí todo mundo pode se acertar.

 

Aumenta o serviço, cresce o bando. Entram na jogada uma ruiva fatal, Lily (Rachel Weisz), e um olheiro do "Rei", Travis (Morris Chestnut). Mas também querem a sua parte dois policiais corruptos (Luiz Guzmán e Donal Logue). Um agente do FBI (Andy Garcia) parece querer estragar a festa de todo mundo. No final, são tantos detalhes e inversões de expectativas que dá para qualquer espectador médio se perder. E isto estraga um bocado do gosto de assistir um típico filme para se divertir.

Neusa Barbosa


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