Doze é Demais

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Crítica Cineweb

10/02/2004

Já faz tempo que as famílias abandonaram aquele conceito de quanto mais melhor. Atualmente, o alto custo de vida não permite à maioria dos pais ter um número muito grande de filhos. Mas não é bem assim que pensam os Bakers. Papai Baker (Steve Martin) chegou à conclusão de que sai mais barato criar 12 filhos do que apenas dois. Ele pode dividir as tarefas da casa, além de reaproveitar roupas, livros escolares, móveis.

O cotidiano dessas 13 pessoas que vivem numa casa de classe média no interior dos Estados Unidos é movido pelo amor e pelo caos. A filha mais velha já é independente e mora em Nova York com o namorado abobalhado. Porém, aos 11 restantes sobra um mundo de muita briga, embora também de afagos.

Essa precária harmonia fica por um fio quando o pai, técnico de um time de futebol americano, recebe a proposta de seus sonhos: treinar uma conceituada equipe em outra localidade. Mesmo a contragosto, os filhos acabam indo com os pais para a cidade grande. Mal se instalam na nova casa, Mamãe Baker tem seu livro de memórias publicado, e terá de viajar por todo país para o trabalho de divulgação. A casa e os filhos ficam nas mãos do pai, obrigado a se desdobrar, como empregada, babá e técnico de futebol. O que parecia ser impossível acontece: algo maior que o caos se instala sob o teto dos Bakers.

Doze é Demais é um remake de Papai Batuta, de 1950, e de lá para cá muita coisa mudou no mundo. A começar pelo conceito de família e o papel dos pais na criação dos filhos. No filme original, o pai era um modelo a ser seguido - o homem perfeito, o centro da autoridade. À mãe cabia apenas o papel de assistente. Na versão 2003, o pai tem as mesmas qualidades e defeitos de qualquer ser humano comum.

O personagem de Martin é incapaz de inspirar qualquer disciplina a seus pimpolhos. Em uma das broncas, por exemplo, após os filhos aprontarem com o namorado da irmã mais velha, o pai aconselha, tentando sufocar o riso "O que vocês fizeram foi errado. Engraçado, mas errado." Ele é aquele pai que todos gostariam de ter quando crianças: engraçado, atrapalhado mas, acima de tudo, carinhoso. Ao seu lado está Bonnie Hunt, no papel da matriarca, que deixou de ser apenas a co-piloto da família, para ter um papel mais ativo na trama. Ela não está ao lado do pai apenas dando apoio, mas também ajudando nas contas da casa.

O filme é dirigido por Shawn Levy, de Recém-Casados, e repete a parceria com Ashton Kutcher, que faz uma pequena participação no papel do namorado da filha mais velha. Entre os filhos mais famosos do casal estão Piper Perabo, de Show Bar, Hilary Duff, de Lizzie McGuire, e Tom Welling, da série de TV Smallville, fazendo sua estréia no cinema.

Doze é Demais é o tipo de filme feito para ter classificação livre - diverte os pais, as crianças e até os adolescentes. Mas as pessoas que buscam uma comédia mais sofisticada e inteligente, sentirão falta de um humor mais refinado.

Alysson Oliveira


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