Linha do Tempo

Ficha técnica

  • Nome: Linha do Tempo
  • Nome Original: Timeline
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2003
  • Gênero: Aventura
  • Duração: 116 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção:
  • Elenco:

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País


Extras

Uma Jornada por Linha do Tempo
Documentário em três partes
Linha do tempo - Um Olhar Detalhado
Dois trailers de cinema


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Crítica Cineweb

05/02/2004

O diretor Richard Donner é um desses pilares do cinema norte-americano, lembrado aos setenta anos pelo grande sucesso de suas produções. Suas habilidades podem ser vistas em filmes como A Profecia (1976), as seqüências de Máquina Mortífera, Superman (1978) e uma quantidade significativa de séries televisivas de grande repercussão, como Tales From de Crypt (1989), Kojak (1973) e O Homem de Seis Milhões de Dólares (1974). E isso é apenas uma pequena amostragem de sua filmografia.

Mas Donner parece estar um pouco fora de época, sem conseguir acompanhar o exigente e excessivo cinema atual americano. E Linha do Tempo, seu primeiro filme depois de cinco anos de descanso, se torna, assim, uma de suas piores obras.

A produção mostra as aventuras de um grupo de arqueólogos que são enviados a França medieval. O fato é que uma inescrupulosa empresa americana inventou de improviso uma forma de viajar pelo tempo, mas apenas para um castelo francês às vésperas de uma batalha. Para aprender um pouco mais sobre o período e entender o acidente, a empresa pede a assessoria do professor Johnson (Billy Connolly).

Os problemas aumentam quando o pesquisador fica preso no passado. A solução seria então treinar soldados para entender aquele período e resgatar o professor. Mas, isso seria lógico. O que realmente ocorre é que a companhia decide enviar os alunos do pesquisador para o resgate. Evidentemente só encontram problemas, devido ao seu completo despreparo para a missão, e só podem ficar no lugar poucas horas, ou então não poderão voltar nunca mais para casa.

Infelizmente, Linha do Tempo é um desses filmes de aventura, cujo saldo final é extremamente maçante, devido aos seus personagens superficiais e a uma trama que exige um contínuo suspense sem realmente saber como gerá-lo. O que se vê em quase duas horas de exibição é um grupo de jovens correndo de lá para cá - fugindo ou tentando encontrar o tal professor - sem que haja qualquer sensação real de perigo.

Como se isso não bastasse, nada indica realmente que eles viajaram no tempo. Os cenários, figurinos e até as performances dos atores se mostram absolutamente falsos, tanto pela linguagem, quanto pelo comportamento geral das personagens. Assim, o espectador só irá encontrar heróis e vilões totalmente genéricos.

Os atores tampouco fazem qualquer esforço para salvar o filme. Paul Walker, conhecido pelo filme Velozes e Furiosos, carece de talento e carisma. Como não possui presença de cena, fica difícil levar o filme como o filho do professor. Com esse buraco, sobra um espaço para o ator Gerard Butler roubar a cena e o posto de herói. O problema é que seu personagem é pouco explorado no roteiro, deixando-o apenas como um "quase-herói".

Esse resultado lastimável é agravado ainda mais quando se pensa no livro homônimo de Michael Crichton, que inspira o roteiro. A obra é uma interminável fonte de detalhes e datas sobre o período medieval. Informações não apreciadas por Jeff Maguire (Na linha de Fogo) e George Nolfi, que assinam a história.

Espera-se agora, que Richard Donner encontre projetos mais desafiadores pela frente. Um cineasta veterano não pode mais se envolver com produções de torpe ciência-ficção e atuações ocas. Isso pode ser deixado para diretores principiantes e não para o aclamado diretor de Superman e Goonies.

Rodrigo Zavala


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