Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo

Ficha técnica

  • Nome: Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo
  • Nome Original: Master and Commander - The Far Side of the World
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2003
  • Gênero: Aventura
  • Duração: 138 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção:
  • Elenco:

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Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

29/01/2004

Há pouco menos de um ano estreava Piratas do Caribe, trazendo uma nostálgica lembrança das epopéias navais de Errol Flynn. Na época, muito se falou sobre o interesse do público atual em aventuras do gênero, datadas e sem o apelo moderno das mais recentes produções. No entanto, o sucesso apresentado pelo filme mostrou que é possível beber na rica herança deixada por obras aparentemente esquecidas.

Agora é a vez do cineasta Peter Weir (O Show de Truman) adaptar à sua maneira as conhecidas novelas do escritor inglês Patrick O'Brian, que durante seus vinte romances narrou as aventuras de um impulsivo capitão Jack Aubrey e seu inseparável companheiro, o médico e cientista Stephen Maturin. Seja lutando contra piratas ou a frota naval francesa, enfrentavam os mais temíveis desafios a bordo do navio de guerra H.M.S. Surprise.

E o diretor australiano, que também assina o roteiro, preferiu exaltar o comprometimento do capitão Jack (Russell Crowe) durante as guerras napoleônicas que tingiram os mares de sangue e pólvora. Na história vemos o capitão comprometido com os esforços bélicos do Império Britânico, cujas ordens são deter e capturar o maior navio da armada francesa, o Acheron. No entanto, a empreitada torna-se difícil quando percebem que a nau é maior, mais equipada e com mais tripulantes do que o H.M.S. Surprise. A sorte piora quando são atacados de surpresa pelo Acheron, deixando-os quase à deriva pelo Atlântico.

Embora os livros não tragam realmente uma investigação adequada para agregar um peso intelectual convincente, Weir conseguiu criar uma agreste descrição de como poderia ter sido o cotidiano das lutas marítimas ocorridas em meados do século XIX. E juntamente a essa grande qualidade, Weir acrescentou a realidade do cinema moderno - catastrofismo e barbárie frente à construção poética, emotiva ou concisa da história. Desta forma, é possível entender a cisma da crítica mundial sobre o filme.

O espectador que for ao cinema apenas para desfrutar as cenas de luta, que povoam inteiramente o trailer (a da batalha pura e dura) se sentirá bem recompensado ao final da sessão. A notável fotografia de Russel Boyd reconstrói o ambiente febril das guerras napoleônicas, que contextualizam toda a trama. Ainda mais quando se vê o trabalho por meio planos rápidos de batalha, que fazem simplesmente as cadeiras do cinema tremer.

Não se pode negar também o excepcional trabalho de Russel Crowe. Embora não seja necessário grande eloqüência dramática, o ator possui todas as habilidades para se tornar o herói da trama. E está também muito bem assessorado pelo ator Paul Bettany, no papel do médico e cientista Stephen Maturin, que rouba muitas cenas ao lado do ator-mirim Max Pirkis.

O trabalho bem realizado de direção dos atores, mesmo os secundários, é uma das grandes surpresas do filme. Peter Weir produziu uma obra honesta, que realmente agrada aos olhos - graças a uma excelente produção, principalmente pelos efeitos visuais e sonoros, realmente impressionantes.

Fica-se no entanto, com uma impressão incerta se o filme é ou não superestimado pela crítica, que o idolatrou. Mas isso veremos mais tarde na premiação do Oscar, ao qual Mestre do Mares foi selecionado em dez indicações, entre elas: melhor filme, melhor diretor, direção de arte, figurino e montagem.

Rodrigo Zavala


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