III Paulínia Festival de Cinema

Paulínia Festival de Cinema chega à 3ª edição com maior premiação em dinheiro do país

Alysson Oliveira

O Paulínia Festival de Cinema chega à sua 3ª edição na próxima quinta (15), consolidando-se como um dos mais importantes do Brasil – especialmente para cineastas e produtores. O evento confere uma premiação no valor total de R$ 650 mil, dividida entre diversas categorias, como melhor filme de ficção, documentário, diretor e outras. O prêmio para o melhor longa de ficção é de R$ 150 mil (R$ 90 mil a mais do que no ano passado), quase o dobro da categoria no Festival de Brasília, um dos mais respeitados do país, e do Festival de Cinema do Paraná – cada um deles, pagando R$ 80 mil.
 
Para poder se inscrever, o longa precisa ser inédito em circuito nacional ou, pelo menos, não ter recebido prêmio de melhor filme em outro festival brasileiro. Essa exigência acaba limitando as opções de seleção dos festivais nacionais que acontecem no primeiro semestre, como Cine PE (abril) e Cine Ceará (julho). Em 2010, doze longas (seis ficções e seis documentários), além de 13 curtas, disputam os prêmios em Paulínia.  
 
Concorrem na categoria longa de ficção coletivo “5 X Favela, Agora Por Nós Mesmos”, de Manaíra Carneiro e Wagner Novaes, Rodrigo Felha e Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra; “Broder”, de Jefferson De; “As Doze Estrelas”, de Luiz Alberto Pereira; “Desenrola”, de Rosane Svartman; “Dores e Amores”, de Ricardo Pinto e Silva; e “Malu de Bicicleta”, de Flavio Tambellini.
 
Já os documentários, que disputam um prêmio de R$ 50 mil, são “As cartas psicografadas de Chico Xavier”, de Cristina Grumbach; “Lixo extraordinário”, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley; “Uma noite em 67”, de Renato Terra e Ricardo Calil; “Programa Casé”, de Estevão Ciavatta; “São Paulo Cia de Dança”, de Evaldo Mocarzel; e “Sobre Leite e Ferro”, de Claudia Priscilla.
 
Além dos filmes em competição, o Paulínia Festival de Cinema exibe mostras paralelas, com destaque para longas inéditos em circuito comercial, como “Cabeça a prêmio”, de Marco Ricca, e “Eu e meu guarda chuva”, de Toni Vanzolini.
 
Homenagens e debates
 
Na abertura do festival, nesta quinta, será exibida a cópia restaurada do premiado “O beijo da mulher-aranha”, de Hector Babenco, que será homenageado no evento, que também exibirá seu longa “Coração Iluminado”, numa mostra paralela. O longa “400 contra 1”, de Caco Souza, que traz no elenco Daniel de Oliveira e Daniela Escobar, será o filme de encerramento, no dia 22.
 
Além da exibição de filmes, o Paulínia Festival de Cinema promove debates sobre produção e crítica.  Na sexta (16), o tema é “Políticas públicas para o cinema brasileiro”; no sábado (17), acontece um encontro da crítica; e no domingo (18), uma palestra sobre cidadania e cinema.
 
Todas as sessões do festival (exceto abertura e encerramento) são gratuitas e abertas ao público. Para mais informações, além da agenda completa, acesse o site do festival - http://www.culturapaulinia.com.br/index.php

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Comentários:
  • 15/07/2010 - 10h43 - Por Oscar Herculano Junior Sou estudante de Jornalismo da Puc campinas e sinto a falta de espaço neste festival para que estudantes possam apresentar seus trabalhos acadêmicos, pois na academia nascem grandes Mini-Documentários que poderiam se investidos, se transformarem em grandes trabalhos. Estou falando por mim e também pelos colegas de curso, no semestre passado minha equipe produziu um mini-doc falando sobre o primeiro bairro de habitação popular do estado de São Paulo, que é a Vila Rica em Campinas.Acredito que o resultado do trabalho foi satisfatório, pois ele será veiculado na TV Cultura neste sábado 17/07 às 9hs dentro do Programa Campus.
    Prestigiem e nos dê um espaço.
    grato
    oscar
    ps. sou morador de Paulínia
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