Brasília consagra longa mineiro "Arábia"

Brasília consagra longa mineiro "Arábia"

Neusa Barbosa, de Brasília
 Brasília – Exibido por último na competição oficial, o longa mineiro Arábia (foto ao lado), de Affonso Uchoa e João Dumans, foi o grande vencedor da 50ª edição do Festival de Brasília, em que o tema dominante foi a representatividade das vozes sufocadas de minorias raciais, sexuais e econômicas. Constituindo um mergulho sensível na realidade operária do interior mineiro, a partir de Ouro Preto, a produção levou os Candangos de melhor filme, montagem, ator (o magnético Aristides de Sousa), trilha sonora e também o prêmio de melhor longa para o júri da Abraccine (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema).
 
 Ficção científica de cunho social, Era uma vez Brasília (foto ao lado), de Adirley Queirós, conquistou os prêmios de melhor direção, som e fotografia (este, para a portuguesa Joana Pimenta, já que o filme é uma coprodução com Portugal). Igualmente lembrada com três Candangos, a produção baiana Café com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, levou para Cachoeira (BA), um novo e dinâmico polo de produção independente, os prêmios de roteiro, atriz (Valdinéia Soriano, do grupo Olodum) e melhor longa para o público, que se encantou com a delicadeza  e o humor de uma história de superação entre pessoas comuns.
 
 Vazante (foto ao lado), de Daniela Thomas (SP), conquistou os troféus de melhor direção de arte e melhor atriz coadjuvante para Jai Baptista, refinada intérprete de uma escrava transformada em objeto sexual pelo patrão, um tropeiro português, no Brasil do século XIX.
Ficaram com um troféu cada um a produção gaúcha Música para quando as luzes se apagam, do estreante Ismael Caneppele, que obteve um Prêmio Especial do Júri para “melhor ator social”, distinguindo a interpretação da transexual Emelyn Fischer; e o terror de época paraibano O Nó do Diabo, dos diretores Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi, que recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante para Alexandre Sena.
O documentário Construindo Pontes, de Heloísa Passos (PR), conquistou um troféu paralelo, o prêmio Marco Antônio Guimarães, que distingue anualmente no festival a produção que faça melhor uso do material de arquivo. Dois longas, o carioca Pendular, de Júlia Murat, e o pernambucano Por trás da linha de escudos, de Marcos Pedroso, não receberam premiações.
 
Abaixo, a lista completa dos prêmios em todas as seções:
 
PRÊMIOS OFICIAIS – Troféu Candango – Curta-metragem:
 
Melhor Filme: Tentei, dirigido por Laís Melo
Melhor Direção: Irmãos Carvalho por Chico
Melhor Ator: Marcus Curvelo por Mamata
Melhor Atriz: Patricia Saravy por Tentei
Melhor Roteiro: Ananda Radhika por Peripatético
Melhor Fotografia: Renata Corrêa por Tentei
Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho por Torre
Melhor Trilha Sonora: Marlon Trindade por Nada
Melhor Som: Gustavo Andrade por Chico
Melhor Montagem: Amanda Devulsky e Marcus Curvelo por Mamata
Prêmio​ ​especial: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz
Júri Popular – Curta-metragem: Carneiro de ouro, dirigido por Dácia Ibiapina
 
OUTROS PRÊMIOS
 
Prêmio Canal Brasil: Chico, dirigido por Irmãos Carvalho
Prêmio Abraccine
Melhor filme de longa-metragem: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor filme de curta-metragem: Mamata, dirigido por Marcus Curvelo
Prêmio Saruê: Afronte, direção de Marcus Azevedo e Bruno Victor
Prêmio Marco Antônio Guimarães: Construindo pontes, dirigido por Heloísa Passos
Prêmio CiaRio/Naymar
Para o melhor curta pelo Júri Popular: Carneiro de ouro, dirigido por Dácia Ibiapina
 
MOSTRA BRASÍLIA - 22º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal 
 
Prêmios do Júri Oficial: 
Melhor longa-metragem (R$ 100 mil):
O fantástico Patinho Feio, dirigido por Denilson Félix
Melhor curta-metragem (R$ 30 mil):
UrSortudo, dirigido por Januário Jr.
Tekoha – Som da Terra, dirigido por Rodrigo Arajeju e Valdelice Veron
Melhor direção (R$ 12 mil): Dácia Ibiapina, por Carneiro de ouro
Melhor ator (R$ 6 mil): Elder de Paula, por UrSortudo
Melhor atriz (R$ 6 mil): Rafaela Machado, por Menina de barro
Melhor roteiro (R$ 6 mil): Januário Jr., por UrSortudo
Melhor fotografia (R$ 6 mil): Gustavo Serrate, por A margem do universo
Melhor montagem (R$ 6 mil): Lucas Araque, por Afronte
Melhor direção de arte (R$ 6 mil): Bianca NovaisFlora Egécia e Pato Sardá, por O Menino Leão e a Menina Coruja
Melhor edição de som (R$ 6 mil): Maurício Fonteles, por Tekoha – Som da Terra
Melhor trilha sonora (R$ 6 mil): Ramiro Galas, por O vídeo de 6 faces
 
Prêmios do Júri Popular
Melhor longa-metragem (R$ 40 mil): Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
Melhor curta-metragem (R$ 10 mil): O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por Renan Montenegro
 
Prêmio Petrobras de Cinema - Para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
 
Prêmio Plug.in
Para o melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
 
Prêmio ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
Marco CuriManfredo Caldas e Gerlado Moraes
 
Prêmio CiaRIO
- Melhor longa-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
Menina de barro, dirigido por Vinícius Machado
 
- Melhor curta-metragem escolhido pelo Júri Popular da Mostra Brasília:
O Menino Leão e a Menina Coruja, dirigido por Renan Montenegro
 
FESTUNIBRASÍLA – 1º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE CINEMA DE BRASÍLIA
 
Melhor Filme: O arco do medo, dirigido por Juan Rodrigues (Universidade Federal do Recôncavo Baiano) 
Melhor Direção: Fervendo, dirigido por Camila Gregório (Universidade Federal do Recôncavo Baiano) 
Júri Popular: O Homem que não cabia em Brasília, dirigido por Gustavo Menezes (UnB)
Menção Honrosa – Método de construção criativa: Afronte, dirigido por Bruno Victor e Marcus Azevedo (UnB) 
Menção honrosa – Fotografia: Gabriela Akashi, por Serenata (USP)
Menção Honrosa – Filme de animação: Mira, dirigido por Janaína da Veiga (Unespar) 

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