Bellocchio e versão restaurada de "Lavoura Arcaica" fecham repescagem

Bellocchio e versão restaurada de "Lavoura Arcaica" fecham repescagem

Equipe Cineweb
Terça-feira – 8/11/2016
 
 SAMI BLOOD (SAMEBLOD), de Amanda Kernell (112'). SUÉCIA. Falado em sámi do sul, sueco. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 anos. Horário: 14:30
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Sinopse: Elle Marja, de 14 anos, é uma garota da etnia sámi. Exposta ao racismo dos anos 1930 e a exames biológicos em seu colégio interno, ela passa a sonhar com outra vida. Para alcançá-la, a jovem tem que se tornar outra pessoa e cortar todos os laços com sua família e sua cultura.
 
 DIABO NO CORPO (IL DIAVOLO IN CORPO), de Marco Bellocchio (115'). ITÁLIA, FRANÇA. Falado em italiano. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 18 anos. Horário: 16:40
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Sinopse: Andrea, um estudante do ensino médio italiano, apaixona-se por Giulia, uma mulher cujo noivo está preso por sua participação em um movimento radical. No início, ela tenta resistir às investidas de Andrea, mas acaba começando uma relação com ele. A situação é condenada pela família dela e pelo pai do garoto, que é psicólogo de Giulia.
 
 ERA O HOTEL CAMBRIDGE (ERA O HOTEL CAMBRIDGE), de Eliane Caffé (93'). BRASIL, FRANÇA. Falado em português, francês, árabe, espanhol, lingala, inglês. Legendas em português. Indicado para: 12 anos. Horário: 19:00
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Sinopse: Uma criação coletiva entre o MSTC (Movimento Sem Teto do Centro), o GRIST (Grupo Refugiados e Imigrantes Sem Teto) e a Escola da Cidade, o filme narra a trajetória de um grupo de refugiados que divide com os sem-teto uma ocupação no centro de São Paulo. Na tensão diária pela ameaça de despejo, revelam-se pequenos dramas, alegrias e diferentes visões de mundo dos ocupantes.
 
THE HANDMAIDEN (AH-GA-SSI), de Park Chan-wook (145'). CORÉIA DO SUL. Falado em coreano, japonês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 18 anos. Horário: 21:00

 
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Duas vezes consagrado em Cannes – Grande Prêmio do Júri por Oldboy (2003) e Prêmio do Júri por Sede de Sangue (2009), o sul-coreano Park Chan-Wook entrou com força visual e narrativa novamente na corrida pela Palma de Ouro em 2016, com o requintado e muito sensual drama de época The Handmaiden (Agassi, no original).
Curiosamente, o ponto de partida é um romance inglês, Fingersmith, de Sarah Waters, ambientado na Inglaterra vitoriana. Co-autor do roteiro, Chan-wook transporta a história para a Coreia dos anos 1930, dominada pelos japoneses, recriando um intoxicante jogo de perversões e mentiras em torno de uma rica mansão.
Ali vive uma rica jovem órfã, Hideko (Kim Min-hee), uma virtual prisioneira de um tio (Cho Jin-woong). Obcecado por relatos eróticos, ele mantém uma imensa biblioteca no tema e treina Hideko, desde menina, na leitura destas histórias, às quais nunca falta um tempero de perversão, para privilegiados ouvintes, participantes de um fechado clube aristocrático de senhores maduros.
Ali chega a camareira Sookee (Kim Tae-ri), uma ladra e vigarista com cara de anjo, para colocar em prática uma tramoia, que visa à sedução da rica Hideko por um falso conde (Ha Jung-woo). Consumada a fuga e o casamento de Hideko com o rapaz, Sooke deve receber dinheiro e ficar com as roupas e jóias da vítima.
Dividido em três partes, ao longo de enérgicas 2h25, o filme sobrepõe pontos de vista, deixando claro que ninguém falou a verdade desde o começo. Com essa gradativa revelação de planos, crescem o suspense e o erotismo, em cenas requintadamente filmadas, especialmente entre as duas garotas. O habitual gosto do diretor por violência e cenas de sangue é reservado para uma pequena parte final, em que o humor negro se infiltra poderosamente. Em todas as partes, transparece o alto quilate da produção técnica (a fotografia, figurinos, iluminação e montagem são primorosos) e a mão firme do diretor de 52 anos. (Neusa Barbosa)

Quarta-feira – 9/11/2016
 
 GURUMBÉ. CANÇÕES DE SUA MEMÓRIA NEGRA (GURUMBÉ. CANCIONES DE TU MEMORIA NEGRA), de Miguel Ángel Rosales (72'). ESPANHA. Falado em espanhol, português. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: Livre. Horário: 14:30
Sinopse: Com a exploração comercial das colônias americanas, milhares de africanos são levados a Sevilha, na Espanha, para serem vendidos como escravos. Alguns são exportados para as colônias e outros ficam no país. Música e dança fazem parte da sua expressão e são uma das características mais marcantes de sua identidade. Da periferia de cidades como Sevilha e Cádis, eles dão forma à música popular da época, juntamente com outras comunidades marginalizadas. A partir do século 19, a população negra começa a desaparecer e, neste mesmo período, começamos a ouvir falar de um novo tipo de música: o flamenco
 
 JUNCTION 48 (JUNCTION 48), de Udi Aloni (96'). ISRAEL, ALEMANHA, EUA. Falado em árabe, hebraico. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 16 anos. Horário: 16:10
Sinopse: Kareem leva uma vida sem rumo, trabalhando em empregos estranhos e passando tempo com os amigos. Ele mora com os pais em um violento gueto de Lyd, cidade próxima a Tel Aviv, onde coabitam árabes e judeus. Kareem fica devastado quando o pai morre em um acidente de carro. A tragédia familiar o faz se aproximar da namorada, Manar, que é cantora, e o motiva a participar de um grupo de hip hop. À medida que o talento e a consciência política de Kareem se desenvolvem, as letras da banda se tornam mais desafiadoras. Como consequência, ele tem de lidar, de um lado, com um confronto agressivo com rappers judeus nacionalistas, e de outro, com a violência que existe na sua própria comunidade conservadora.
 
MAAT (MAAT), de Saba Kazemi (92'). IRÃ. Falado em farsi. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: Livre. Horário: 18:10
 
 LAVOURA ARCAICA (LAVOURA ARCAICA), de Luiz Fernando Carvalho (175'). BRASIL. Falado em português. Indicado para: 14 anos. Horário: 20:10

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