39ª Mostra de São Paulo

Documentários e dramas internacionais entre os destaques da terça

Equipe Cineweb

Apenas Jim
 
Conhecido por interpretar o excêntrico adolescente do indie Submarine (2011), de Richard Ayoade, Craig Roberts faz agora o seu debut como realizador em Apenas Jim (2015), que guarda certas semelhanças com o seu filme de maior sucesso. Ele dirige, roteiriza e estrela o longa britânico sobre o garoto menos popular de seu colégio e de sua pequena cidade no País de Gales, o tal Jim do título, cuja vida é transformada com a chegada do charmoso vizinho norte-americano Dean (Emile Hirsch).
O adolescente que sofre bullying de seus colegas, que mal sabem direito o seu nome, enfrenta uma série de maus momentos, que culmina no desaparecimento de seu melhor amigo: seu cachorro Cliff. Quando Dean – não apenas o nome como também o visual e sua rebeldia lembram a de James Dean – aparece ao lado, ajudando-o a se tornar um cara descolado, logo Jim descobre que o novo amigo tem planos diferentes para ele, e sua breve ascensão social se torna uma vertiginosa queda.
Ambientado nos anos 1990, o que fica claro com o Nintendo e os CD’s espalhados pelo quarto de Jim, sua adolescência não tem nada da efervescência daqueles tempos. O retrato onírico desse adolescente cinéfilo, solitário em um cinema abandonado que exibe sempre o mesmo filme, exala paranoia e sugere alguns personagens como alucinações do protagonista, especialmente Dean, apesar de ele estar inserido dentro da família e da comunidade. O humor negro carismático e um estilo de direção interessante apontam bons caminhos para a carreira de Roberts na nova função, mas não escondem um roteiro sem força para sustentar uma narrativa mais pungente do que aparece na tela. (Nayara Reynaud)
 
Indicação: 16 anos
Duração: 84 min
 
CINEMATECA - SALA BNDES 27/10/2015 - 21:00 - Sessão: 446 (Terça)
 
 
Betinho – a esperança equilibrista
 
O  documentário de Victor Lopes retira seu nome de uma associação vinda da canção O Bêbado e a Equilibrista, de Aldir Blanc e João Bosco, que virou o Hino da Anistia ao pedir a volta de muitos, como o “irmão do Henfil”, ou seja, o sociólogo Herbert de Souza (1935-1997).
Certamente, Betinho era muito mais do que apenas o irmão do cartunista Henfil, este outro integrante do trio de irmãos – o terceiro, o músico Chico Mário – que o Brasil aprendeu a conhecer não só pelo talento, como pela tragédia. Hemofílicos, os três foram contaminados pelo HIV e morreram, um a um, de AIDS, num tempo em que os retrovirais ainda não garantiam o prolongamento da vida dos doentes, como acontece agora. Por conta da luta e do sacrifício deles, o controle público do sangue no Brasil tornou-se uma realidade.
Escapando de várias condenações à morte desde o nascimento – a hemofilia, quando nasceu, era quase isso -, Betinho resistiu bravamente, sendo o último dos irmãos a morrer (os outros dois se foram em 1988, com diferença de um mês). Sobrevivendo à tuberculose, à perseguição da ditadura, ao exílio e, finalmente, ao cerco da AIDS, Betinho soube transformar cada sopro de vida numa camada de lucidez, num sintoma de engajamento pela vida. Não uma vida qualquer, e sim uma vida cidadã, com direito a comida, cultura e beleza para todos.
Depois do exílio no Chile – onde foi ghost writer do presidente Salvador Allende -, no Panamá e no Canadá, Betinho finalmente voltou e tornou-se uma referência inevitável no combate à fome e na luta pela cidadania, como lembra com muita propriedade este documentário, que se apoia numa longa entrevista dele, de 1995, e de depoimentos de amigos, esposas, filhos, colegas. Ironicamente, o filme não houve duas figuras fundamentais, justamente os compositores Aldir Blanc e João Bosco, autores de O Bêbado e a Equilibrista.
Mas pelo menos o filme evidencia a extraordinária capacidade agregadora de Betinho – que pode ser demonstrada nas inúmeras presenças no seu funeral. Ele era capaz de inspirar, porque capaz de propor. Nesse sentido, era uma liderança, não subordinado a partidos políticos (embora tenha sido sempre ligado ao PT, que ajudou a fundar, o que o documentário omite). E, por essa independência, era uma referência da sociedade civil, uma figura que faz falta no ambiente carregado que se vive no Brasil hoje. (Neusa Barbosa)
 
Indicação: livre
Duração: 89 min
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 5   27/10/2015 - 17:10 - Sessão: 485 (Terça)
RESERVA CULTURAL 2                      28/10/2015 - 16:00 - Sessão: 588 (Quarta)
 
Sabor da vida
Filme da diretora japonesa Naomi Kawase, que abriu a seção Un Certain Regard, do Festival de Cannes de 2015, remete ao estilo de Akira Kurosawa, num esmiuçamento de relações humanas entre gerações.

Na meia-idade, Sentaro (Masatoshi Nagase), gerencia, sem grande entusiasmo, um pequeno negócio de “dorayakis” (espécie de mini-panquecas recheadas com massa doce de feijão). Ele está ali contra a vontade, devedor de enormes favores à família que é dona do lugar.

Sentaro coloca um anúncio para contratar um auxiliar e aparece-lhe como entusiasmada candidata uma velha senhora de 76 anos, Tokue (Kiki Kirin), com visíveis deformações nos dedos das mãos. Ele a recusa inicialmente, mas Tokue não é dessas pessoas que aceita um não como resposta. O resultado é uma inusitada parceria que muda o recheio das panquecas e sacode a vida do solitário Sentaro.

Com problemas com a família, uma das frequentadoras da lojinha de Sentaro, a adolescente Wakana (Kyara Uchida), torna-se o terceiro vértice deste triângulo, em que dialogam as necessidades humanas de todas as idades. Nesse diálogo, Kawase concretiza cenas de grande beleza plástica, envolvendo as cerejeiras em flor que Tokue admira tanto, num filme que discute a discriminação e o preconceito contra os doentes de hanseníase, antes isolados em sanatórios. (Neusa Barbosa)
 
Indicação: 12 anos
Duração: 113 min
 
RESERVA CULTURAL 2                      27/10/2015 - 19:10 - Sessão: 500 (Terça)
CINESESC                                28/10/2015 - 21:45 - Sessão: 545 (Quarta)
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM          31/10/2015 - 16:45 - Sessão: 859 (Sábado)
CINE CAIXA BELAS ARTES - SALA SPCINE    03/11/2015 - 21:40 - Sessão: 1052 (Terça)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 2   04/11/2015 - 17:15 - Sessão: 1163 (Quarta)
 
 
Em Construção
O segundo filme da jovem diretora de Bangladesh, Rubaiyat Hossain, é um bem-estruturado drama em torno de uma cativante personagem feminina, a atriz Roya (Shahana Goswami). Aos 33 anos, ela está sofrendo pressão do marido para que tenha um filho. Mas ela resiste, porque tem em mente planos profissionais ambiciosos.
Ao entrar na maturidade, Roya sabe que chegou a hora de deixar para trás a personagem Nandini, da famosa peça Red Oleanders, de Rabindranath Tagore, que a tornou famosa, liberando seu lugar para uma atriz mais jovem. Ela almeja tornar-se diretora, no que encontra oposição não só do marido, como do meio teatral, dominado pelos homens.
Contrapondo sua vida classe média e confortável, o enredo aborda a situação da empregada da atriz, Moyna. Ela engravida e deixa o trabalho na casa de Roya. Mas, pouco depois, é forçada a trabalhar novamente, desta vez nas imensas e perigosas confecções em que as condições de trabalho são insalubres e perigosas.
A história de Moyna dá a Roya um elemento que faltava para seu amadurecimento em todos os sentidos. A maneira como estes destinos se intercalam é matéria-prima do filme, que revela uma sociedade naquele país mais complexa e plural do que imaginamos por aqui. (Neusa Barbosa)
Indicação: 12 anos
Duração: 88 min
 
CINESALA                                27/10/2015 - 14:00 - Sessão: 447   (Terça) (ÚLTIMA SESSÃO)
 
Cruel
 
Autor de romances policiais, Eric Cherriére estreia na direção de cinema com Cruel – filme com título auto-explicativo sobre um assassino serial, Pierre (Jean-Jacques Lelte), que vive em Toulouse, com seu pai, Gabriel (Maurice Poli), cujo estado avançado de Alzheimer o obriga a ter uma enfermeira em casa, mantendo com o filho uma relação dúbia.
Cherriére acompanha cuidadosamente os procedimentos também meticulosos de seu protagonista, que sequestra e tortura suas vítimas antes de matá-las. Entre uma coisa e outra, ele vive de serviços temporários, numa estação de reciclagem, e, depois, como faxineiro de uma base aérea. Matar torna-se sua forma de fugir da alienação da rotina. Ironicamente, suas vítimas são mantidas num porão que seu avô construiu para esconder judeus durante a Segunda Guerra.
Depois de estabelecer o modus operandi do protagonista. Cherriére começa a apresentar as fissuras do personagem. Cansado de ser invisível, Pierre deixa os documentos das suas vítimas expostos para que a polícia os encontre e perceba que casos dados como desaparecimentos isolados, ao longo de mais de duas décadas, estão conectados. Alguns elementos começam a mudar a vida desse sujeito, mas talvez seja muito tarde para ele reencontrar a suposta humanidade que possa ainda ter dentro de si. (Alysson Oliveira)
Indicação: 14 anos
Duração: 108 min
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 3 - 27/10/2015 - 17:15 - Sessão: 480 (Terça)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 2 - 04/11/2015 - 21:30 - Sessão: 1165 (Quarta)
 
Bridgend
 
Baseado num caso real na cidade de Bridgend, do País de Gales, o filme homônimo – uma produção dinamarquesa – perde-se em histerias coletivas e momentos risíveis ao mostrar suicídios em série de jovens moradores que não conseguem deixar o lugar, presos a uma rotina asfixiante uma sociedade de moral rígida.
Sara (Hannah Murray, da série Game of Thrones) é uma jovem que volta ao lugar depois de muito tempo - e o fato de ser filha do delegado Dave (Steven Waddington), aliada à atmosfera sombria, estranhamente faz lembrar Crepúsculo. Mas aqui não há vampiros, apenas jovens presos a uma rotina alienante numa cidade que não lhes oferece um futuro.
Porque Dave leva sua filha adolescente para um lugar conhecido pelo suicídio de adolescentes é inexplicável. Ao mesmo tempo, ele parece ser o único policial investigando o caso – todo mundo da cidade apenas está triste, aguardando a próxima morte. Uma série de personagens estereotipados e todos os clichês da angústia juvenil fazem de Bridgend o desperdício de um tema que poderia render algo interessante. (Alyssson Oliveira)
Indicação: 16 anos
Duração: 104 min
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA 1 - 27/10/2015 - 21:15 - Sessão: 462 (Terça)
MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM - 29/10/2015 - 21:10 - Sessão: 673 (Quinta)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA ANEXO 4 30/10/2015 - 20:00 - Sessão: 741 (Sexta)
 
 
 
 
Aferim!
 
Ganhador do prêmio de direção no Festival de Berlim – dividido com o polonês Body, de Malgorzata Szumowska, também na seleção da Mostra – Aferim! é algo diferente daquilo a que estamos acostumados no cinema romeno. Não existe a estética do minimalismo nesse longa em preto-e-branco, com uma narrativa inspirada por documentos históricos. O título, que pode ser traduzido como “Bravo!”, é uma referência irônica aos feitos do par de protagonista, um pai e um filho, que trabalham como comissários de polícia e  devem recuperar um escravo cigano fugido, no ano de 1835.
A dupla – tal qual D. Quixote e Sancho Panza – está na estrada. E cada episódio de suas (des)venturas cria novas camadas na investigação do tratamento da Romênia do passado em relação às minorias, o que deve ecoar em toda a Europa do presente. Constantin (Teodor Corban) e seu filho Ionita (Mihai Comanoiu) atravessam uma paisagem árida, pagos por um senhor feudal em busca do fugitivo.
Imbuído de uma mentalidade, comum na época, que duvidava mesmo da natureza humana dos ciganos – chamados por ele de “peões do diabo” – Constantin, a partir da captura do escravo, acaba sendo colocado em outra perspectiva, levando o captor a se perguntar sobre seu papel no processo de dominação que existe em seu mundo. Há um quê de humor negro em Aferim!, nas incertezas e erros dos personagens, que acham estar fazendo algo nobre, que lhes trará fama com o passar dos anos. Mas também há os horrores da exploração e dizimação de um povo diante da ausência de solidariedade – nada muito diferente da Europa contemporânea. (Alysson Oliveira)
 
Indicação: 12 anos
 
Duração: 108 min
 
 
CINESALA -                                                                                27/10/2015 - 21:20 - Sessão: 451 (Terça)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - AUGUSTA 1 -                        2/11/2015 - 20:00 - Sessão: 990 (Segunda)
CINEARTE 1 -                                                                            4/11/2015 - 21:45 - Sessão: 1130 (Quarta)
 
 
Body
 
O trabalho que rendeu à polonesa Malgorzata Szumowska o prêmio de direção no Festival de Berlim – dividido com o romeno Radu Jude, de Aferim!, também na seleção da Mostra – é um filme de emoções contidas e momentos de estranhamento. A narrativa se concentra em três personagens: um investigador de polícia (Janusz Gajos), sua filha com anorexia, Olga (Justyna Suwala), e a terapeuta dela, Anna (Maja Ostaszewska ), que acredita ser capaz de se comunicar com os mortos.
O roteiro, assinado pela diretora e Michal Englert, acompanha as três perspectivas que, na verdade, pouco se complementam, o que, no fundo, evidencia o isolamento e a solidão de cada um desses personagens. Nenhum deles é feliz em sua vida, em suas escolhas – ou falta delas. O investigador lida com a morte todos os dias, a ponto de parecer ter perdido a sensibilidade. Quando um jovem colega começa a tremer numa cena de crime, o protagonista aconselha que ele precisa lidar com isso: “É o nosso trabalho”.
Anna é uma terapeuta esforçada, trabalhando com um grupo de jovens anoréxicas e tentando trazer um novo sopro de vida para elas. Quando Olga chega à clínica, ela precisa não apenas se adaptar ao grupo, como também aprender a lidar com seus próprios fantasmas. Nas horas vagas, quando não está passeando com seu enorme cachorro, Anna se comunica com os mortos, psicografando páginas e mais páginas aparentemente ditadas por espíritos.
Há um humor delicado, às vezes negro, vindo da ingenuidade dessas personagens. Mas o que predomina é um olhar cuidadoso da diretora sobre essas três figuras que, cada um a seu modo, está à margem, perdeu o gosto pela vida – seja pela anestesia de conviver diariamente com a morte, ou pelo simples fato de não ter expectativas para o futuro.
Ao mesmo tempo, o longa é um comentário sobre a Polônia contemporânea, cuja identidade está cindida – entre a modernidade e os valores do passado -, e onde a religião já não é mais capaz de dar respostas ou, ao menos, conforto. O que sobra é se agarrar ao místico, como Anna. (Alysson Oliveira)
 
Indicação:  16 anos
Duração: 90 min
 
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 4 -               27/10/2015 - 19:45 - Sessão: 515 (Terça)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 1 -               28/10/2015 - 20:15 - Sessão: 561 (Quarta)
CINEARTE 1 -                                                                           3/11/2015 - 17:45 - Sessão: 1041 (Terça)
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 5 -               4/11/2015 - 15:30 - Sessão: 1172 (Quarta)
 
Minha Irmã Magra
 
Primeiro longa da sueca Sanna Lenken, com experiência na TV e em curtas, Minha Irmã Magra (2015) chega com o Urso de Cristal e uma menção especial do prêmio da juventude do Festival de Berlim referendando este sensível drama, não sentimental, sobre os efeitos dos distúrbios alimentares sobre uma família. A diretora, que sofreu anorexia em sua adolescência e já usou esta experiência no curta Äta Lunch/Eating Lunch (2013), em que usava o ponto de vista de quem sofre a doença, explora agora a visão exterior, estruturando o filme sobre os olhos de Stella (Rebecka Josephson), que vive entre a admiração pela irmã mais velha, a patinadora artística Katja (Amy Deasismont), e tudo que a cerca, e o sentimento de ser preterida por ela em sua família.
Mas não são os pais que enxergam o que está acontecendo com a promissora atleta, e sim a irmã caçula, que percebe a obsessão de Katja com os treinos, até flagrá-la vomitando. Daí, a escolha pelo ponto de vista de Stella prejudica um pouco o desenvolvimento da irmã como personagem, mas Lenken dá informações suficientes para o público supor as razões que a levaram a isso, enquanto o recurso tem o trunfo de colocar o dilema moral da menina no colo do espectador.
O que há de mais local nesta obra é o panorama de uma sociedade plenamente desenvolvida como a da Suécia, que sufoca seus indivíduos a serem os “melhores”, “perfeitos”, também. Contudo, há uma universalidade que escapa disso, especialmente na construção realista das irmãs, entre o amor e ódio, as brincadeiras e chantagens, que conferem ao filme o grande mérito de envolver o público com as duas personagens e deixá-lo tenso durante toda a narrativa. Para isso, Lenken acertou na escalação da dupla: Rebecka, neta do ator de Bergman, Erland Josephson, também faz o seu début de maneira incrível, conseguindo carregar a protagonista deste difícil drama, com todas as nuances necessárias – admiração, desespero, e estranheza, por exemplo; enquanto a cantora pop e apresentadora local Amy Diamond, usando seu verdadeiro nome, encaixa-se exatamente no papel e não sucumbe às crises de choro repentinas da personagem.
Outro destaque é a fotografia do alemão Moritz Schultheiss, que abusa da câmera na mão, planos detalhes e close-ups texturizados, imprimindo um intimismo necessário ao filme. A lente dele realça os besouros adorados por Stella, o curioso animal de corpo estranho e fora dos padrões aerodinâmicos, que serve aqui como metáfora destas meninas pressionadas pelos padrões de beleza atuais. (Nayara Reynaud)
 
Indicação: 14 anos
Duração: 95 min
 
CINE CAIXA BELAS ARTES - SALA SPCINE          27/10/2015 - 17:30 - Sessão: 441 (Terça)

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