Festival de Brasília 2015

"Big Jato", de Cláudio Assis, vence principais prêmios em Brasília

Neusa Barbosa, de Brasília

O filme Big Jato, de Cláudio Assis (PE) foi o grande vencedor do 48º Festival de Brasília, ganhando cinco troféus troféus: melhor longa, ator (Matheus Nachtergaele), atriz (Marcélia Cartaxo), roteiro (Hilton Lacerda de Ana Carolina Francisco) e trilha sonora (DJ Dolores).

O drama paranaense Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba – estreante em longa de ficção -, por sua vez, arrebatou outros seis prêmios: melhor ator coadjuvante (Lourinelson Vladmir), atriz coadjuvante (Giuly Biancato), fotografia (Pablo Baião), direção de arte (Monica Palazzo), montagem (João Menna Barreto) e melhor longa para o júri Abraccine.
 
A seguir, a premiação completa desta edição:
 
Melhor Filme de longa metragem - R$ 100.000,00
Big Jato, de Cláudio Assis
 
Melhor Direção - R$ 20.000,00
Aly Muritiba, por Para Minha Amada Morta
 
Melhor Ator - R$ 10.000,00
Matheus Nachtergaele, por Big Jato
 
Melhor Atriz - R$ 10.000,00
Marcelia Cartaxo, por Big Jato
 
Melhor Ator Coadjuvante - R$ 5.000,00
Lourinelson Vladmir, por Para Minha Amada Morta
 
Melhor Atriz Coadjuvante - R$ 5.000,00
Giuly Biancato, por Para Minha Amada Morta
 
Melhor Roteiro - R$ 10.000,00
Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco, por Big Jato
 
 Melhor Fotografia - R$ 10.000,00
Pablo Baião, por Para Minha Amada Morta
 
Melhor Direção de Arte - R$ 10.000,00
Monica Palazzo, por Para Minha Amada Morta
 
Melhor Trilha Sonora - R$ 10.000,00
DJ Dolores, por Big Jato
 
Melhor Som - R$ 10.000,00
Claudio Gonçalves e Flávio Bessa, por Fome
 
Melhor Montagem - R$ 10.000,00
João Menna Barreto, por Para Minha Amada Morta
 
Prêmio Especial do Juri
Jean-Claude Bernardet, por Fome 
 
FILME DE CURTA OU MÉDIA METRAGEM – Júri Oficial
 
Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 30.000,00
Quintal, de André Novais
 
Melhor Direção - R$ 10.000,00
Nathália Tereza, por A Outra Margem
 
Melhor Ator - R$ 5.000,00
João Campos, por Cidade Nova
 
Melhor Atriz - R$ 5.000,00
Maria José Novais, por Quintal
 
Melhor Roteiro - R$ 5.000,00
André Novais, por Quintal
 
Melhor Fotografia - R$ 5.000,00
Leonardo Feliciano, por À Parte do Inferno
 
Melhor Direção de Arte - R$ 5.000,00
Fabiola Bonofiglio, por Tarântula
 
Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00
Sérgio Pererê, Carlos Francisco, Gabriel Martins e Pedro Santiago, por Rapsódia para o Homem Negro
 
Melhor Som - R$ 5.000,00
Léo Bortolin, por Command Action
 
Melhor Montagem - R$ 5.000,00
Pablo Ferreira, por Afonso é uma Brazza
Prêmio Especial do Júri (Pela feliz conjugação entre o trabalho de direção e atuação coletiva):
História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus
 
PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR - para os filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:
 
Melhor Filme de longa metragem - R$ 40.000,00
A Família Dionti, de Alan Minas
 
Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 10.000,00
Afonso e uma Brazza, de Naji Sidki e James Gama
 
PRÊMIOS - TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL - JÚRI OFICIAL
 
Melhor Longa-Metragem – R$ 80.000,00
Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman
 
Melhor Curta-Metragem – R$ 30.000,00
A Culpa é da Foto, de Eraldo Peres, André Dusek e Joedson Alves
 
Melhor Direção – R$ 6.000,00
John Howard Szerman, por Santoro – o Homem e sua Música
 
Melhor Ator – R$ 6.000,00
Davi Galdeano, por O Outro Lado do Paraíso
Melhor Atriz – R$ 6.000,00
Simone Iliescu, por O Outro Lado do Paraíso
 
Melhor Roteiro– R$ 6.000,00
Marcelo Müller, Ricardo Tiezzi, José Rezende Jr. e André Ristum, por O Outro Lado do Paraíso
 
Melhor Fotografia – R$ 6.000,00
Lelo Santos, por O Escuro do Medo
 
Melhor Montagem – R$ 6.000,00
Armando Bulcão, por Alma Palavra Alma
 
Melhor Direção de Arte – R$ 6.000,00
Beto Grimaldi, por O Outro Lado do Paraíso
 
Melhor Edição de Som– R$ 6.000,00
Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond, por O Outro Lado do Paraíso
 
Melhor Captação de Som– R$ 6.000,00
Toninho Muricy, por O Outro Lado do Paraíso
 
Melhor Trilha Sonora– R$ 6.000,00
Alessandro Santoro, porde Santoro – O Homem e sua Música 

Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal - Júri Popular
 
Melhor filme de longa metragem: R$ 20.000,00
O Outro Lado do Paraíso, de André Ristum
 
Melhor filme de curta metragem: R$ 10.000,00
Ninguém Nasce no Paraíso (Matriz Proibida), de Alan Schvarberg
 
Prêmio ABCV - Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissional do audiovisual do Distrito Federal
Homenagem ao ator Gê Martu
 
Prêmio Canal Brasil
Cessão de um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil e o troféu Canal Brasil, ao Melhor filme de curta metragem selecionado pelo júri Canal Brasil.
Filme: Rapsódia para o Homem Negro, de Gabriel Martins
 
Prêmio exibição TV Brasil
 
O título premiado integrará a programação da emissora. Melhor filme de longa metragem - R$ 50 mil
 
Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman
Prêmio Marco Antônio Guimarães 
 
Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que destaca  o uso de material  de arquivo e de pesquisa  cinematográfica.
Filme: Santoro – o Homem e sua Música, de John Howard Szerman
 
Prêmio ABRACCINE - O Prêmio da Crítica
 
Por fazer o retrato sensível de uma solidão usando a música como condutor narrativo dos sentimentos, humanizando um personagem a princípio duro e impenetrável, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor curta-metragem a A Outra Margem, de Nathália Tereza
 
Por construir através de imagens potentes o ressentimento e a obsessao de seu protagonista e pela construcao de uma crescente tensao dentro de cada plano do filme, o Júri Abraccine concede o Prêmio da Crítica de melhor longa-metragem a
Para Minha Amada Morta, de Aly Muritiba
 
Prêmio SARUÊ – (20º Prêmio Saruê)
 
Confeccionado pelo artista Francisco Galeno e definido, em votação, pelos integrantes do jornal Correio Braziliense, o troféu é dedicado ao melhor momento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. 
 
Entre fissuras de uma seleção de filmes, inicialmente impecável, e vaias questionáveis, mas bem-vindas – enquanto manifestação; o Festival, aos 50 anos, perpetua o viés político. E é no templo, ou melhor, na Igreja – como identificou Walter Carvalho, ao falar do Cine Brasília -- que nós, da equipe do Correio, celebramos a existência da diversidade. Independente de méritos artísticos, um discurso potente e qualificado conquistou os ouvidos dos espectadores de Copyleft. Pelo conteúdo embasado e tocante, RODRIGO CARNEIRO, seu discurso merece o Saruê.

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