Cannes 2014

Coprodução entre Brasil, Itália e França "O Sal da Terra" premiada em Cannes

Neusa Barbosa, de Cannes

 Cannes – Coprodução entre o Brasil, Itália e França, o documentário O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Salgado, sobre a obra do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, venceu hoje o prêmio especial do júri da seção Un Certain Regard, que foi presidido pelo cineasta argentino Pablo Trapero. O prêmio principal da seção foi dado ao drama húngaro White God [assista ao trailer], em que o diretor Kornél Mundruczó imagina uma fábula política que tem a participação decisiva de cerca de 200 cachorros, numa rebelião que se desenrola pelas ruas de Budapeste.
O prêmio do júri foi concedido ao filme-catástrofe sueco Turist, de Ruben Östlund. Um prêmio de elenco ficou para Party Girl, drama sobre a vida de prostitutas que trabalham num cabaré, que marcou a abertura da seção e a estreia dos três diretores franceses, Marie Amachoukeli, Claire Burger et Samuel Theis.
Para a Austrália, ficou o prêmio de melhor ator, para David Gulpilil, protagonista de Charlie’s Country, do diretor Rolf de Heer, obra que denuncia o estado de virtual apartheid em que vivem os aborigenes daquele país.
 
Fipresci
Também foi divulgada hoje a premiação da Federação Internacional dos Críticos (Fipresci), que elegeu como seus melhores o drama turco Wintersleep, de Nuri Bilge Ceylan (competição oficial),  o drama argentino Jauja, de Lisandro Alonso (Un Certain Regard) e "Love at First Fight" (Les Combattants), de Thomas Cailley (Semana da Crítica).
 
Quinzena dos realizadores
Na Quinzena, o curta brasileiro Sem Coração, dos pernambucanos Nara Normande e Tião, foi o grande vencedor, inspirando-se numa história autobiográfica da infância da primeira diretora.

Cinéfondation
Também foram divulgados os prêmios da seção Cinéfondation, que avalia curtas-metragens de formatura de escolas de cinema de todo o mundo. O júri, presidido pelo cineasta iraniano Abbas Kiarostami e integrado pela brasileira Daniela Thomas, premiou, em primeiro lugar, Skunk, de Annie Silverstein (EUA); em segundo lugar, Oh, Lucy, de Atsuko Hirayanagi (Singapura) e, empatados no terceiro, Lievito Madre, de Fulvio Risuelo (Itália) e The Bigger Picture, de Daisy Jacobs (Inglaterra). 


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