Guia Cinéfilo Olímpico relaciona filmes inspirados em esportes

Guia Cinéfilo Olímpico relaciona filmes inspirados em esportes - Parte I

Nayara Reynaud

 
Atletismo
Em Amores de um Estudante (1927), Buster Keaton quer voltar para a namorada e o que ele faz para isso? Decide arriscar-se no mais antigo dos esportes e tornar-se um atleta. Própria essência das Olimpíadas da Grécia Antiga, o atletismo aparece no início dos Jogos Olímpicos da Era Moderna retratado na maratona de Aconteceu em Atenas (1962). A nobre prova é o objetivo de Michael Douglas em Michael X Michael (1979), instiga a preparação de quatro maratonistas de diferentes nacionalidades de Os Jogos (1970) e tornou-se consequência para o garoto que sempre corria de casa para a escola no telefilme The Loneliest Runner (1976). Se um jovem está Em Busca de um Milagre (2004) para a mãe na famosa competição de Boston, a de Roma aparece em Fugindo da Morte (1988) e uma ultramaratona sul-africana é cenário de A Longa Corrida (2001); o menino indiano de Marathon Boy (2011) corre 48 maratonas aos quatro anos de idade e um homem tenta correr os seus primeiros 42 km para impressionar a ex-noiva em Maratona do Amor (2009).
No entanto, as raias do cinema abrem espaço para outras provas, como vê o competidor de marcha atlética em Tóquio 64 de Devagar, Não Corra (1966), último filme de Cary Grant, e as de longa distância em A Solidão de uma Corrida Sem Fim (1962) e Maratona Final (1979). Os corredores de fundo também rendem cinebiografias, a exemplo do nativo norte-americano Billy Mills, de Running Brave (1983), que ganhou os 10.000m na mesma edição; do etíope Haile Gebrselassie, ouro na mesma prova em Atlanta 96, do docudrama Endurance – A História de um Atleta (1999); de Louis Zamperini, fundista olímpico dos 5.000m que foi prisioneiro de guerra em Invencível (2014); e Steve Prefontaine, recordista norte-americano dos 2.000m aos 10.000m que morreu aos 24 anos e inspirou Prefontaine – Um nome sem limites (1997), com Jared Leto, e Prova de Fogo (1998), com Billy Crudup. Os 3.000m com obstáculos fazem parte da trama do indiano Paan Singh Tomar (2010), nome do atleta que se tornou um guerrilheiro, do doc The Fall (2016) sobre um incidente na prova de 1984 e do canadense Sara Prefere Correr (2013), enquanto as competições de meio fundo estão em Correndo do Destino (1990), com Brad Pitt rivalizando com o irmão nos 800m.
Mas, se são as provas de velocidade que mais atraem os holofotes nos estádios, elas ganham igual atenção no filme mais icônico, não apenas da modalidade, mas do esporte como um todo: através de dois jovens atletas, Carruagens de Fogo (1981. na iamgem ao lado) mostra a preparação da equipe de atletismo da Grã-Bretanha para as Olimpíadas de Paris de 1924. Só que Joe E. Brown, lá em Sede de Escândalo (1931) já corria os mesmos 400m do indiano de Corra, Milkha, Corra (2013), enquanto as inglesas de Fast Girls – Garotas Velozes (2012) fazem o revezamento. Há, é claro, material para fantasias, como a espécie de Tarzan das pistas de O Maior Atleta do Mundo (1973), as mortes dos vencedores dos 200m no trash Dia de Formatura (1981) e o cientista neonazista de A Menina de Ouro (1979), que modifica biologicamente sua filha tornando-a uma supercorredora para ganhar três vezes nas Olimpíadas. Só que eventos históricos, como o protesto no pódio dos 200m dos Jogos de 68, na Cidade do México, visto no doc Salute (2008), alimentam o telefilme The Jesse Owens Story (1984) e o longa Race (2016), sobre o atleta negro dos EUA que irritou Adolf Hitler ao levar quatro ouros nos “seus Jogos”. Era assim que o líder nazista considerava a competição, como fica claro em Berlim 36 (2009), que revela o boicote à atleta do salto em altura, a judia-alemã Gretel Bergmann, dos Jogos.
Outras provas de campo aparecem em algumas produções: o salto com vara – além da corrida com barreiras – em Uma Lourinha Adorável (1965), o arremesso de peso em Million Dollar Legs (1932) e o lançamento de martelo do escocês Geordie (1955). Porém, costumava-se dar grande atenção às capacidades mais sobre-humanas, como a do multiatleta Jim Thorpe, descendente de nativos norte-americanos, que perdeu as medalhas do pentatlo e decatlo de Estocolmo 1912 por ser considerado atleta profissional – decisão revertida apenas em 1982 –, interpretado por Burt Lancaster em O Homem de Bronze (1951). Desclassificação igual ocorre na ficção A Million to One (1937), enquanto A História de Bob Mathias (1954) traz o primeiro decatleta bicampeão consecutivo, em Londres 48 e Helsinki 52. O antigo pentatlo feminino, hoje heptatlo aparece nas relações fluidas das atletas amigas e amantes de As Parceiras (1982). Além disso, há o atual problema do doping sendo abordado no tcheco Fair Play (2014); as Olimpíadas Especiais, para portadores de deficiência intelectual, são aludidas em Pumpkin (2002) e O Trapaceiro (2005); e o paratletismo é destaque no filme francês Entrando na Linha (2011) e no documentário brasileiro Paratodos (2016), que segue os paratletas Alan Fonteles, Teresinha Guilhermina e Yohansson do Nascimento.

Badminton
Pode parecer brincadeira de criança quando o principal objeto do jogo é uma “peteca”, mas o badminton é o esporte de raquetes mais rápido do mundo. Muito popular na Ásia, são de lá os únicos filmes dedicados à modalidade. O primeiro foi o indonésio King (2009), em que um menino, filho do comentarista das partidas locais, sonha em ser campeão de badminton. Este é o mesmo desejo da jovem de Full Strike (2015), longa de Hong Kong no qual a protagonista pede ajuda de ex-vigaristas para atingir seu objetivo. Porém, como sua origem é inglesa, nada mais natural que o jogo aparecesse em uma cena aqui e outra ali, a exemplo de O Diário da Princesa 2: Casamento Real (2004), do passatempo indoor dos meninos de Educação (2009) enquanto esperam as companheiras se arrumarem, ou da partida na praia em O Noivo da Minha Melhor Amiga (2011), onde segredos são revelados a cada ponto. Há também o simpático curta australiano Bruce Lee Played Badminton Too (2011) e o novíssimo Não Deixe a Peteca Cair (2016), documentário de Kátia Lund com personagens do esporte aqui.

Basquete
Único esporte do “Big Four”, os quatro mais populares nos EUA, a participar das Olimpíadas de Verão, o basquete já era filmado no cinema mudo, com a moça que bate bola para paquerar um treinador em Coleguinha Leal (1927). Porém, seu grande palco sempre foi a quadra universitária, celeiro de “n” jogadores que chegam à NBA. Daí, surgem longas como The Basketball Fix (1951), Até os Fortes Vacilam (1960), One on One (1977), Um Gigante de Talento (1994), O Sexto Homem (1997) e Time dos Sonhos (2009), este inspirado no caso real da formação de uma equipe em uma faculdade católica só para meninas. Aliás, treinar um time feminino tal qual o de The Heart of the Game (2005), só que de ensino médio, é o desafio do ex-jogador de Um Por Todas e Todas Por Um (2009).
O jogo como parte da vida escolar aparece em produções infanto-juvenis – A Hora da Virada (2005), As Gêmeas Entram na Quadra (2002), A Sorte dos Irlandeses (2001), com o mesmo Ryan Merriman de Duelo de Gigantes (2007), igual a Zac Efron em High School Musical e 17 Outra Vez (2009) – e os dramas verídicos Momentos Decisivos (1986), com Gene Hackman, e Coach Carter: Treino para a Vida (2005), no qual Samuel L. Jackson sai da loja de material esportivo para treinar a equipe e o futuro deles. Basquete Blues (1994) ajuda a entender este caminho sonhado por adolescentes como do documentário, que durante cinco anos acompanhou o sonho deles de se tornarem profissionais, a exemplo dos astros LeBron James de Mais do Que um Jogo (2008) e Kevin Durant de Troca de Talentos (2012).
Se os amigos de O Campeão da Temporada (1982) só relembram os bons tempos de time, um Denzel Washington presidiário quer convencer o filho a investir na carreira em Jogada Decisiva (1998). Mas o caminho até lá não é fácil, e passa por tentações: a de Leonardo DiCaprio, estrela escolar de Diário de um Adolescente (1995), com as drogas; as dos três irmãos separados entre o jogo, a frustração e o tráfico em O Lance do Crime (1994); diferentes visões como o debut de Jack Nicholson, O Amanhã Chega Cedo Demais (1971); a fama que afasta o antes barman de seus antigos amigos em O Bar Max (1980); e até do técnico de Blue Chips (1994), que abre mão da honestidade para ser campeão. As cestas também escondem questões sérias como a perturbação de um veterano de guerra com sua própria família em uma cena de O Grande Santini – O Dom da Fúria (1979), o sexismo em Coach (1978), a violência policial contra negros com o jovem promissor de Cornbread, Earl and Me (1975) e o racismo na liga universitária em Estrada para a Glória (2006).
O tema está implícito na comédia Homens Brancos Não Sabem Enterrar (1992, foto ao lado), em que Wesley Snipes e Woody Harrelson enganam competidores com o segundo se passando por um pateta. O gênero ainda traz Billy Cristal de árbitro em Esqueça Paris (1995), Whoopi Goldberg, de torcedora a treinadora, em Eddie – Ninguém Segura esta Mulher (1996), Will Farrell criando um time de Os Aloprados (2008) e Queen Latifah de fisioterapeuta no romance Jogada Certa (2010). Entre prodígios infantis de Pequenos Grandes Astros (2002) e até caninos de Bud – O Cão Amigo (1997), primeiro da série, o besteirol de Ernest, O Rei do Basquete (1995) e torcedores sequestrando o adversário em Lance Livre (1996), The Harlem Globetrotters (1951) já entretém o público há anos. A fantasia também chegava, décadas atrás, nas quadras de O Fantástico Super-Homem (1961), com a invenção de um professor que faz os jogadores darem grandes saltos, e o clássico vespertino Space Jam: O Jogo do Século (1996), tendo o astro Michael Jordan jogando com a turma do Looney Tunes.

Boxe
O mais cinematográfico dos esportes, que realmente definiu um gênero próprio, produziu mais de uma centena de filmes, dos quais Rocky: Um Lutador (1976) é o mais icônico ou suas sequências de uma franquia de altos e baixos, que encontra novo fôlego no último Creed: Nascido para Lutar (2015), em que Stallone treina o filho do antigo adversário/treinador. A obra-prima, no entanto, é de Martin Scorsese e seu Touro Indomável (1980), em que Robert De Niro encarna o destrutivo Jake LaMotta em uma soberba fotografia em preto e branco e edição que eternizam os movimentos no ringue. De certo modo, os dois boxeadores mais clássicos do cinema entram em confronto na comédia cheia de referências Ajuste de Contas (2013), mas existem outros longas extremamente marcantes neste rol, como o ex-lutador entregue ao álcool e tentando cuidar do filho de O Campeão (1931), que ganhou refilmagens em 1953 e 1979, a determinação da Menina de Ouro (2004) de Hilary Swank, devidamente premiada, e a relação conturbada de Micky Ward e seu irmão, técnico e adicto, em O Vencedor (2010).
Contudo, a história da modalidade na sétima arte vem desde sua origem e auge do cinema mudo: do curta doc Corbett and Courtney Before the Kinetograph (1894) e o longa The Corbett-Fitzsimmons Fight (1897) até chegar na ficção por Charles Chaplin em Campeão de Boxe (1915) e Luzes da Cidade (1931), Buster Keaton em Boxe por Amor (1926), e O Ring (1927) de Alfred Hitchcock, entre outros. A década de 1930 se revelaria a mais frutífera do novo filão, algo que seria satirizado posteriormente em Movie Movie, a Dupla Emoção (1978). Foram lançados Viver na Morte (1933), O Pugilista e a Favorita (1933), Haroldo Tapa-Olho (1936, mas ganhou o remake musical Um Tigre Domesticado, em 1946), Talhado Para Campeão (1937), Fibra de Campeão (1938 e a nova versão, Punhos de Ouro, de 1947) e Conflito de Duas Almas (1939). Os anos seguintes trouxeram comédias com o personagem dos quadrinhos Joe Palooka, Que Espere o Céu (1941) e Belezas Entre Feras (1942), mas o drama tomou espaço, especialmente os do gênero policial e noir.
Tornaram-me um Criminoso (1939) e Luvas de Ouro (1940) são exemplos do primeiro, seguidos depois por Lutador de Rua (1975), o autodestrutivo Homeboy – Chance de Vencer (1988) e De Niro em Sombras do Mal (1992), agora como promotor de boxe, mesma função de Meg Ryan em Contra Tudo e Contra Todos (2004). O clima noir estava em Corpo e Alma (1947, remake de 1981), Punhos de Campeão (1949), O Invencível (1949), O Demolidor (1951), o último filme de Humphrey Bogart, A Trágica Farsa (1956), e Cidade das Ilusões (1972). Dramas como os dos cinco boxeadores de Punhos Traiçoeiros (1953), Um Mundo Entre Cordas (1956), o racismo em A Grande Esperança Branca (1970, remake cômico em 1996) e Punhos de Vencedor (1988), foram sucedidos pelos do militante do IRA em O Lutador (1997), do militar de Annapolis (2006), do morador de rua de O Resgate de Um Campeão (2007) ou do recente Nocaute (2015). Entretanto, o esporte navega por outros gêneros: tem a dramédia Por uma Boa Briga (1999); filmes de ação como O Legionário (1998), O Imbatível (2002) e o cômico Aconteceu Outra Vez (1975); o musical do Elvis Talhado para Campeão (1962); a fantasia Gigantes de Aço (2011) e seus robôs; o juvenil Jump In! (2007) e o falso doc Menino Cálcio – Um Lutador Duro na Queda (2004).
Com a comédia O Nocaute de Jerry (2007) e a história do boxeador grego que foi prisioneiro de guerra em Auschwitz, em Triunfo do Espírito (1989), como raros olhares para o boxe olímpico, até então amador, é o profissional que chama atenção, com seus ídolos gerando cinebiografias como a de Jim Corbett, O Ídolo do Público (1942), A História de Joe Louis (1953), Rocky Graziano em Marcado pela Sarjeta (1956), A Luta Pela Esperança (2005) sobre James Braddock e Hurricane: O Furacão (1999), que retrata a injusta prisão de Rubin Carter descrita na música homônima de Bob Dylan. Mas é o grande Muhammad Ali que ganhou mais representações, como ele mesmo em Voltei a Ser Homem (1957), nos documentários Quando Éramos Reis (1996), da luta dele com George Foreman, os rivais falando dele em Encarando Ali (2009) e Eu Sou Ali: A História de Muhammad Ali (2014), enquanto Will Smith o encarnou em Ali (2001). Pelo mundo, há ringues no anime japonês Ashita no Joe, nos indianos Boxer (1984) e Thammudu (1999), no alemão O Campeão de Hitler (2010), entre outros, enquanto no Brasil, logo será lançado o filme 10 Segundos sobre Éder Jofre.

Canoagem
As canoas estão presentes na origem do cinema documental, no marco Nanook do Norte (1922), um estudo antropológico de uma família de esquimós realizado pelo pioneiro Robert J. Flaherty. Este caráter é observado em boa parte da utilização delas como meio de transporte diário e símbolo cultural de vários povos nativos, a exemplo de Dez Canoas (2006) e seu retrato ficcional de lendas aborígenes. Talvez, por esta raiz, a canoa seja um recurso tão comum para a abordagem estilo road movie de certos docum
 
entários, especialmente alguns canadenses que trazem seus diretores/personagens cruzando rios do país – vide o pioneiro Waterwalker (1984), os recentes Finding Farley (2009) e Kitturiaq (2013), e tantos outros que compõem os cada vez mais frequentes festivais específicos de canoagem ou filmes de montanha.
Viagem parecida ocorre na ficção, também vinda do Canadá, Algonquin (2013), com a canoa reaproximando pai e filho, e no hollywoodiano Amargo Pesadelo (1972). As perseguições nas corredeiras deste longa se assemelham à modalidade slalom, por causa dos desvios feitos para superar obstáculos naturais que lembram os das provas do esporte, tal qual ocorre com as d
escidas de caiaque no drama existencial Na Natureza Selvagem (2007) e no suspense A Trilha (2009). Iguais embarcações navegam mais suavemente nas águas de As Regras do Amor (2003), em breve c
 
ena, e Um Doce Refúgio (2015), veículo principal desta comédia francesa. O desporto em si aparece nos docs brasileiros Paratodos (2016, foto ao lado), que destaca os paracanoístas develocidade Fernando “Cowboy” Rufino e Fernando Fernandes, e Pauê – O Passo de Um Vencedor (2015), sobre o paratleta que pratica canoagem além do surfe.

Ciclismo
Ela move a trama do clássico neorrealista italiano Ladrões de Bicicletas (1948), é o meio que o campeão Gino Bartali usou para resgatar judeus secretamente na II Guerra Mundial, vide o documentário My Italian Secret: The Forgotten Heroes (2014), e instrumento para o refugiado afegão do iraniano O Ciclista (1987) obter dinheiro e pagar o tratamento da esposa doente. E se um deficiente auditivo pedala por Taiwan em Estudando a Ilha (2006), uma família paraibana o faz em busca de algo melhor no Rio, no road movie Caminho das Nuvens (2003). Mas a bicicleta também serve para entregas: seja para ser perseguido como Joseph Gordon-Levitt em Perigo por Encomenda (2012) e Taylor Lautner em Tracers (2015), ou ser salvo da falência como Kevin Bacon em Quicksilver – O Prazer de Ganhar (1986).
Igualmente, é como entregadora que a ciclista de downhill demitida do canadense 2 Seconds (1998) começa a trabalhar. No mais, o mountain bike só vem em documentários, a exemplo de Klunkerz: A Film About Mountain Bikes (2006), que investiga o início da modalidade no norte da Califórnia; do italiano Clorophilla (2006) e suas paisagens; da longa rota que vai do Canadá à fronteira do México em Ride the Divide (2010); da preparação olímpica dos EUA em Off Road to Athens (2005); e das trilhas não desbravadas de Where the Trail Ends (2012). Por mais que o BMX também tenha docs, como 1 Way Up: The Story of Peckham BMX (2014), que mostra o caminho de dois jovens para o Mundial, o esporte já ganhou espaço na ficção, com o australiano Bicicletas Voadoras (1983), que traz Nicole Kidman bem nova e um grupo de bicicross que fica no caminho de uma gangue, e Rad: O Fera do BMX (1986), no qual um garoto tem de decidir entre o vestibular e uma prova de BMX realizadas no mesmo dia.
O ciclismo de pista aparece na raridade japonesa Onna Keirin-ō (1956) e com o ciclista amador que fabricou a própria bicicleta no longa verídico O Escocês Voador (2006). Mas nele também aparece o favorito do cinema, o ciclismo de estrada que, apenas com o maior nome da modalidade, para o bem ou para o mal, tem os docs Road to Paris (2001), A Mentira Armstrong (2013) e a ficção Programado Para Vencer (2015) com a ascensão e queda de Lance Armstrong. No gênero documental, ainda há o dinamarquês Um Domingo no Inferno (1977) embarcando na famosa prova Paris-Roubaix, Bicycle Dreams (2009) cruzando os EUA, o italiano O Último Quilômetro (2012) e Pantani: a Morte Acidental de um Ciclista (2013). Já Fausto Coppi, primeiro a ganhar o Giro D’Italia e o Tour de France no mesmo ano, é retratado no telefilme Il Grande Fausto (1995). A última prova, por sinal, é a mais famosa do esporte e alimenta o desejo dos protagonistas da comédia francesa A Grande Volta (2014) e da animação compatriota indicada ao Oscar As Bicicletas de Belleville (2003).
Por falar nisso, do Japão vem o anime japonês Nasu: Andalusia no Natsu (2003), no qual um ciclista precisa ganhar a corrida e chegar ao casamento do irmão, além do clube escolar ciclístico de Shakariki! (2008). Hong Kong traz as competições profissionais em To The Fore (2015); o finlandês Cyclomania (2001), mensageiros treinando para o campeonato nacional; a comédia franco-belga Le Vélo de Ghislain Lambert (2001), alguém esperando a chance de ser campeão; e El Amateur (1999), um argentino tentando entrar no Livro dos Recordes. A prática como superação é usada em Força de Viver (1993), com um rapaz que perde a perna e começa a pedalar, no último desejo de um homem de participar da corrida de The Unknown Cyclist (1998) e no gospel A Força de um Campeão (2010). No entanto, o grande filme do esporte é o coming of age O Vencedor/Correndo pela Vitória (1979, foto ao lado), melhor roteiro original no Oscar, em que jovens prestes a se formar disputam uma importante prova local, e levou o roteirista a continuar no tema em Competição de Destinos (1985), com Kevin Costner.

Esgrima
As lutas de espadas fazem parte de tantos filmes que uma rápida consulta à memória leva à lembrança de batalhas de época, brigas entre piratas, a vingança de Kill Bill e até aos lasers de Star Wars. Mas quando se fala de esgrima não é possível não pensar nas várias versões e extensões do universo de Os Três Mosqueteiros ou de Zorro. Princesa Prometida (1987), O Conde de Monte Cristo (2002) e Rob Roy – Saga de uma Paixão (1995) trazem duelos marcantes que revelam os primórdios do esporte, porém, nenhum deles tão tenso quanto os que pontuam Os Duelistas (1977), primeiro filme de Ridley Scott que apresenta a rixa entre dois oficiais durante anos de Guerras Napoleônicas.
Já com o uso de uniformes, as duas disputas de Barry Lyndon, do Kubrick, também definem os rumos do protagonista, enquanto El Maestro de Esgrima (1992) mostra um instrutor da arte das espadas, sabres e floretes na Espanha pré-revolucionária do século XIX. Cenas mais contemporâneas surgem em 007 - Um Novo Dia Para Morrer (2002), com Pierce Brosnan e participação de Madonna, Operação Cupido (1998), no momento em que as gêmeas vividas por Lindsey Lohan se conhecem, e até em Riquinho (1994). Contudo, todo o longa O Último Duelo (1991) é dedicado à modalidade, no conflito entre o novo e misterioso zelador de uma escola de esgrima e seu mestre, tal qual o indicado ao último Globo de Ouro, o filme estoniano O Esgrimista (2015) inspirado em fatos reais, que acompanha um professor do esporte que, sob o controle soviético no país, é confrontado com seu passado na II Guerra Mundial.
 
Futebol
Parece que o cinema não dá importância ao esporte mais popular no mundo, mas o futebol nas telas vai muito além do “filme do Pelé”. E se Pelé Eterno (2004) vem à memória, saiba que o ídolo nacional já esteve em Hollywood: Fuga Para a Vitória (1981), com Michael Caine, Stallone e o zagueiro Bobby Moore, se inspira, assim como o húngaro Two Half Times In Hell (1963), na “Partida da Morte” realizada na II Guerra entre nazistas e os prisioneiros ucranianos. Antes, a trégua na I Guerra, na véspera natalina de 1914, retratada em Feliz Natal (2005) permite que os inimigos joguem até uma bolinha. As Copas do Mundo também cumprem papel marcante: a de 50, a que os amadores dos EUA tentam ir em Duelo de Campeões (2005), a de 54 e O Milagre de Berna (2003), da vitória alemã sob o olhar de uma família, a de 66 e o feito dos norte-coreanos em The Game of Their Lives (2002), a de 82 pontuando o sequestro fictício de israelenses em Final de Copa (1991), e a de 2002 sendo contraposta à partida de A Outra Final (2003) entre as duas piores seleções do mundo. E se Paixões Unidas (2014) centra-se na criação da FIFA, o polonês Piłkarski Poker já em 1988 mostrava a corrupção no futebol.
Outro problema, a violência nos estádios, foi tema do italiano Ultra (1991) no confronto das torcidas de Juventus e Roma, e dos ingleses I.D.: Fúria nas Arquibancadas (1995), com policiais infiltrados entre fanáticos, e Hooligans (2005), em que um norte-americano junta-se aos torcedores do West Ham. Sendo justamente na Inglaterra que o esporte surgiu, natural que os britânicos fizessem muitos longas sobre: The Great Game (1930) é um dos primeiros e estabeleceu vários clichês conhecidos hoje, sendo seguido pelo policial The Arsenal Stadium Mystery (1939), o drama do jogador alcoólatra de Yesterday's Hero (1979), Sean Bean jogando em When Saturday Comes (1996), Robert Duvall de gerente do clube escocês da 2ª divisão de A Um Passo da Glória (2000), o craque preso que é técnico dos guardas da prisão em Penalidade Máxima (2001), o órfão rumo à final da Liga dos Campeões de Will – Em Busca do Sonho (2011), Maldito Futebol Clube (2009) e a breve passagem de um técnico pelo Leeds e fuga da realidade de um novo “amigo” de Cantona na comédia de Ken Loach À Procura de Eric (2009).
Também lá, em coprodução com os EUA, foi criada a franquia Gol!, sobre promessa mexicana que vai jogar no Newcastle (2005), no Real Madrid (2007), e chega à Copa do Mundo (2009). Já entre os ianques, a modalidade é popular entre as mulheres, como visto no sucesso de sua seleção feminina no doc Dare to Dream (2005) e nos prodígios da Garota Boa de Bola (2007). Mas se esta sofre pressão com o pai treinador, Gracie (2007) mostra que pode ser pior quando eles jogam contra, como no inglês Driblando o Destino (2002), com Keira Knightley, no qual jovem luta contra a família indiana para jogar. E o que dizer das mulheres que querem apenas ir aos estádios e assistir, mas são proibidas no Irã, como revela Fora do Jogo (2006, foto ao lado), de Jafar Panahi.
As leves comédias A Paixão de Gregory (1981), com rapaz apaixonado pela menina do time, e Febre de Bola (1997), trazendo um Colin Firth fanático pelo Arsenal, levam romance aos campos, enquanto o esporte abastece uma legião de filmes “vespertinos”: Ela É o Cara (2006) com a moça jogando disfarçada ou a mãe transvestida de Treinadora Por Acaso (2008), Will Farrell de técnico em Papai Bate um Bolão (2005) ou as irmãs Olsen em Ataque ou Defesa (1999), o clube da empresa de Um Time Bom de Bola (1992) ou a equipe escolar texana de Pisando na Bola (1995), e ainda os caninos de Um Craque Animal (1999/2004) e Bud 3 – Jogando Futebol (2000). Da França vem o jogador duplamente demitido de Golpe de Cabeça (1979) e, de Hong Kong, a louca mistura de Kung-Fu Futebol Clube (2001).
O país do futebol não fica de fora e já produziu uma quantidade de longas sobre esta paixão nacional: de retratos de ícones, como os botafoguenses Heleno (2011), com Rodrigo Santoro, Garrincha – Estrela Solitária (2003) e o documental sobre Nilton Santos, Ídolo (2014), aos sonhos dos que querem ser eles em Linha de Passe (2008); além da passionalidade dos torcedores na comédia romântica O Casamento de Romeu e Julieta (2005), sua memória afetiva em O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), os que queriam esquecer no 7 a 1 de O Futebol (2016) e os que desconhecem os feitos do futebol de 5 em Paratodos.

Ginástica
A ginástica artística pode ter servido de base para certas cenas de vergonha alheia, como o filme de ação Gymkata - O Jogo da Morte (1985), no qual um ginasta olímpico mistura o esporte com ninjitsu, e o terror Premonição 5 (2011), em uma sequência que vai da tensão ao absurdo. Mas também já ganhou uma série de produções que honram a modalidade, a mais representada em tela dentro da ginástica: do pódio olímpico, vieram os telefilmes Nadia (1984), sobre a famosa ginasta romena Nadia Comăneci, primeira a tirar nota 10 na Olimpíada; e Vitórias de Uma Vida (2014), que acompanha a trajetória de superação até Londres 2012 da norte-americana Gabby Douglas, única a ganhar ouro no individual e por equipe. O campeão olímpico Mitch Gaylord estrela Salto para a Glória (1986), em que seu personagem tem de abandonar os treinos para trabalhar e ajudar a família, enquanto experiências pessoais inspiram o longa Corpo Perfeito (1997), que mostra uma ginasta com distúrbios alimentares.
Com um Keanu Reeves bem novinho, Voando para o Sucesso (1986) retrata uma ginasta tentando voltar ao esporte depois de uma batida de carro em que se machucou e perdeu o pai. Aliás, acidentes automotivos são um fetiche de longas do “subgênero”, vide os baseados em fatos reais Poder Além da Vida (2006), no qual o atleta recebe uma ajuda misteriosa para se recuperar, e Full Out: No Ritmo da Vitória (2015), em que a jovem se reergue com a dança e na ginástica universitária. E se uma queda fica no caminho de Uma Garota Americana: McKenna Super Estrela! (2012), o passado atrapalha a treinadora e sua pupila no infanto-juvenil australiano Segunda Chance (2011). Com pegada rebelde, Virada Radical! (2006) traz ex-atleta que é obrigada a voltar ao esportepara cumprir pena, enquanto a comédia Medalha de Bronze (2015) tem medalhista presa ao passado que rivaliza com uma novata.
O esporte é usado com ainda mais efeito cômico em Dias Incríveis (2003), com os ex-alunos na quadra da escola dando saltos e nas argolas, e Will Farrell fazendo números com a fita da ginástica rítmica. Aliás, é com uma apresentação do aparelho que se encerra o longa grego Alpes (2011), de Yorgos Lanthimos, em que uma ginasta faz parte de um grupo que presta o serviço de “substituir” familiares e amigos falecidos. A modalidade aparece com mais destaque no raro feito do documentário A State of Mind (2004) de acompanhar a preparação de duas garotas norte-coreanas preparando a coreografia de massas para o Festival Arirang, principal evento do país. Já a ginástica de trampolim é relegada no cinema, assim como nos Jogos Olímpicos, restando as cenas em que só o aparelho aparece: desde a brincadeira de Quero Ser Grande (1988), passando pela fuga de Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi (2015), até a luta de Peter Pan (2015). Os filmes do Cirque Du Soleil são a melhor opção neste caso.

Golfe
Um esporte elegante e bem cinematográfico, o golfe está nas telas desde o cinema mudo, com Uma Mulher e Tanto (1926) e Prestígio Social (1927). Os musicais que vieram na sequência foram pelo mesmo caminho, a exemplo de Jogo de Amor (1930) e Sofrendo da Bola (1953), com a dupla cômica Martin & Lewis.
São as comédias, por sinal, que trazem grandes astros para os campos: de Katharine Hepburn dando suas tacadas em A Mulher Absoluta (1952), passando por Chevy Chase e Bill Murray no exclusivo Clube dos Pilantras (1980), que teve continuação em 1988, até Adam Sandler enlouquecido em Um Maluco no Golfe (1996) – não confundir com Loucos por Golfe (1998), outro do gênero que o sueco Den Ofrivillige Golfaren (1991) faz parte –, e o rapper Big Boi querendo ser um sócio em Tudo Pela Honra do Meu Pai (2007). O balanço de romance está em O Jogo da Paixão (1996), no qual Kevin Costner volta ao esporte no US Open para impressionar Rene Russo, e na dramédia Meus Dias Incríveis (2012), com Colin Firth se passando por um jogador profissional. Há espaço até para o thriller Nunca Beijes um Estranho (1969), em que uma mulher seduz um golfista para matar o seu rival.
Contudo, o esporte é frutífero para dramas como Homem em Leilão (1967), no qual um profissional é banido por trapacear, ou o amadurecimento de um garoto em O Jogo da Vida (2002), da jovem promessa de Utopia – O Caminho Para a Vitória (2011) e de Matt Damon como o golfista afastado de Lendas da Vida (2000), com Will Smith e Charlize Theron. Fatos reais inspiram a luta contra o racismo na modalidade em From The Rough (2011) e o campo místico de O Reino do Golfe (2011). As cinebiografias de Ben Hogan (Amor Invencível, 1951) e Seve Ballesteros (Seve the Movie, 2014) juntam-se a Bobby Jones: A Lenda do Golfe (2004) revelando o gênio que se aposentou muito cedo e o telefilme da lenda A História de Tiger Woods – Vida de Campeão (1998). A incrível história de Francis Ouimet torna O Melhor Jogo da História (2005, foto ao lado), com Shia LaBeouf antes dos Transformers, um dos mais marcantes do tema. Há ainda o doc The Short Game (2013) sobre crianças-prodígio no golfe.
 
Handebol
O ano de 2008 brindou o cinema com dois filmes sobre o esporte e o mais comprometido deles é o drama sul-coreano Forever the Moment, que ficcionaliza a história da seleção feminina que conseguiu, na época em que a equipe nacional estava mais desvalorizada, a medalha de prata em uma final disputada e eletrizante em Atenas 2004. Já O Jogo dos Sonhos/Machan, filme do italiano Uberto Pasolini, leva o handebol para o humor do caso real e inusitado da falsa seleção do Sri Lanka que participou de um torneio na Alemanha. De lá, veio, logo antes, o documentário Projekt Gold - Eine deutsche Handball-WM (2007) sobre a trajetória para o time nacional masculino vencer o Mundial daquele ano, mas existem raridades anteriores que trazem a modalidade no ambiente escolar: o polonês Szansa (1979) e Bulggot Shoot Tonki (1993), também da Coreia do Sul.
Aliás, o handebol é o segundo esporte mais praticado nas escolas brasileiras e, por isso, nada mais natural que a jovem cineasta Anita Rocha da Silveira o use como objeto em sua observação da adolescência no curta Handebol (2010) ou no seu longa de estreia Mate-me Por Favor (2015). E se essa importância nas gerações mais novas só foi reconhecida com o título do Campeonato Mundial de 2013 conquistado pela seleção feminina, que popularizou a modalidade para o grande público, o recente doc Meninas de Ouro (2016) mostra o árduo caminho destas jogadoras para chegar ao primeiro lugar no pódio.

Hipismo
Corridas de cavalo rendem várias e boas tramas desde o início do cinema, com o curta documentário mudo The Derby (1895), passando por O Corcel Negro (1979) até os mais recentes Seabiscuit – Alma de Herói (2003) e Secretariat – Uma História Impossível (2010) sobre turfe, ou a emocionante corrida no deserto de Mar de Fogo (2004). A relação entre humanos e equinos, para o bem ou para o mal, recebe espaço em Cavalo de Guerra (2011), na animação Spirit – O Corcel Indomável (2002) e em especial no longa de Robert Redford O Encantador de Cavalos (1998), no qual adestra o traumatizado animal da jovem Scarlett Johansson. Mas o ambicioso atleta do curta The Equestrian (2012) e a competição do telefilme The Long Shot (2004) exibem o adestramento como modalidade do hipismo.
O esporte, por sinal, é pela primeira vez tema de uma produção em A Mocidade é Assim Mesmo (1944, foto ao lado), com Elizabeth Taylor e Mickey Rooney bem novinhos preparando um cavalo para a principal corrida de obstáculos do país. Uma quase sequência viria depois em Duplo Triunfo (1978), no qual a sobrinha da protagonista anterior vai para as Olimpíadas competir no CCE (Concurso Completo de Equitação), que reúne provas de adestramento, cross country e saltos, e que também é abordado em Sylvester (1985) e Flicka 3 (2012). Um Caminho Para Virginia (2002) termina com uma corrida de cross country. Mas as nobres provas de salto são mais comuns, desde A Estrela de um Campeão (1986), com Rooney também, a Moondance Alexander: Superando os Limites (2007), no qual uma menina adota um cavalo perdido e passa a treinar com ele. Há ainda os franceses Esporte Para Moças (2011), com a luta de uma amazona para conseguir um animal para competir, e Jappeloup (2013), sobre a incrível história olímpica do pequeno cavalo desacreditado do título em Seul 88.

Hóquei sobre grama
A estruturação e popularização do hóquei sobre grama ocorreu na Inglaterra, onde o esporte é ainda praticado em vários colégios, como o internato St. Trinians de Escola para Garotas Bonitas e Piradas (2007) ou o de Gatos, Fios Dentais e Amassos (2008), nos quais as meninas jogam em breves cenas. Nada mais natural que a modalidade tenha se espalhado nas antigas colônias inglesas: embora os EUA não sejam tão adeptos, há uma pontual partida escolar em Um Dia Muito Louco (1976), enquanto a Índia, potência do hóquei sobre grama masculino, traz a única ficção dedicada ao esporte, mas tendo as mulheres como foco. Chak De! India (2007) é o encontro de Bollywood com os clichês do gênero em Hollywood ao colocar o astro local Shah Rukh Khan como o jogador “vilão” de uma grande derrota, que se torna técnico da seleção feminina, lesada pelo machismo alheio e o preconceito das próprias jogadoras. Ainda há o documentário Goud (2007) sobre as meninas do time nacional holandês.

Judô
Técnicas da centenária arte marcial de origem japonesa aparecem, vez ou outra, entre os golpes de muitas lutas em várias brigas do cinema, a exemplo de John Wick (2015). É justamente do Japão que vem o principal filme da modalidade: A Saga do Judô (1943) é o debut do grande cineasta Akira Kurosawa, mostrando o jovem indisciplinado que entra nos trilhos depois das aulas e competições e, por conta do seu sucesso, teve uma continuação, A Saga do Judô II (1945), além de mais cinco refilmagens. Trajetória semelhante à do judoca Max Trombina na cinebiografia brasileira A Grande Vitória (2014, foto ao lado), estrelada por Caio Castro. Também “made in Brazil”, Mãe Só Há Uma (2016) traz uma aula de judô bem aleatória, diferente da função narrativa da sequência em Fight Back to School II (1992) ou das aulas que Valérie toma para superar a rejeição do marido na comédia francesa Vive nous! (2000).
 



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Comentários:
  • 09/08/2016 - 20h21 - Por Erick Monstavicius Mais uma dica: lançamos em julho de 2016 o filme JOGO CEGO para venda online, distribuido pela O2 Play: https://vimeo.com/ondemand/blindgame

    SINOPSE:
    JOGO CEGO é um documentário com audiodescrição sobre esportes paralímpicos para pessoas com deficiência visual. No primeiro plano, estão 04 atletas paralímpicos que compartilham em comum o desejo da vitória. Na rotina, entre treinamentos e competições, o apoio dos treinadores e da família é fundamental. Como pano de fundo, o esporte amador para pessoas com deficiência e a importância da atividade física desde a infância, além da relação entre a prática da cidadania e pessoas com deficiência visual.

    O linguagem do filme JOGO CEGO é inovadora, ao passo que traz a audiodescrição como elemento constitutivo do filme, de modo que, tanto as pessoas videntes como as pessoas com deficiência visual, assistirão a mesma, e única, versão do documentário, podendo ser exibido em qualquer sala de cinema, pois não necessita de receptores.
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