Entrevistas

“O DNA do Porta dos Fundos está no filme como nos esquetes”, diz Fábio Porchat

Publicado em 29/06/16 às 12h20

 
Por Alysson OIiveira
 
Porta dos Fundos – Contrato Vitalício é o primeiro longa produzido pelo grupo de humoristas que ganhou fama com os vídeos lançados na internet desde 2012 – e desde então, fizeram também livro e programa de televisão. “A gente sempre pensa em conteúdo, e não na linguagem de cinema, de internet, de televisão. É tudo muito parecido na criação”, explica o diretor do longa e um dos fundadores do grupo, Ian SBF.
 
Já Fábio Porchat, que, além de protagonista, assina o roteiro com Gabriel Esteves, explica que o longa traz o mesmo DNA que os esquetes. “A gente queria deixar fluir como acontece nos vídeos do Youtube, mas pensando numa duração maior do que dois minutos. O filme tem 100 minutos”.
 
O ator e roteirista acredita que o longa – assim como os vídeos – expõe situações parecidas com as que todos vivem. “Há uma crítica e uma sátira”, diz. Em relação a momentos parecidos com a vida real, Gregório Duvivier, que interpreta um diretor de cinema no longa, confessa que participou de diversos testes com a famosa preparadora de elenco, Fátima Toledo, que serviu de inspiração para a personagem de Julia Rabello, num esquete e no filme. “Fiz teste para os dois Tropa de Elite, e consistia em ficar de quatro, como um cachorrinho, babando num papel-toalha. Quem o deixasse mais molhado, mereceria o trabalho, porque se esforçou mais”, conta.
 
Como nos vídeos no Youtube, os integrantes da trupe sabem que não vão agradar a todos – “a todos”, entenda-se, todos os lados do espectro político. “Já nos acusaram de incentivar as pessoas a serem gays, e também de transfobia. Nos acusam de sermos de direita, de esquerda... Quando você está desagradando, em algum momento a todos os lados, é um bom sinal”, afirma Duvivier. “Só vou ficar assustado mesmo quando nos acusarem de transformar as pessoas em deputados”, conclui Antonio Tabet.
 
Foto: Rachel Tanugi Ribas

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