Entrevistas

“Quem diz que não usa dublê é mentiroso”, diz o sherlock Robert Downey Jr.

Por Alysson Oliveira

Publicado em 12/01/12 às 16h45

por Alysson Oliveira
 
No Rio de Janeiro, no começo da semana, onde esteve para divulgar Sherlock Holmes – O jogo de sombras, o protagonista do filme, Robert Donwey Jr., confessou: “Eu gosto de fazer cenas de ação. Faço quase todas, mas há um limite. As mais perigosas têm de ser feitas por dublês. Ator que diz não usar dublê é um mentiroso”. Ele dá até o nome de seu substituto nas cenas mais violentas, Glenn Foster.
 
Downey Jr. é assim, sem papas na língua. Fala com empolgação e não se acanha de criticar o diretor Guy Ritchie. “Ele inventa umas cenas que dão muito trabalho para filmar. Algumas são supercansativas.” Como exemplo, cita uma filmada pouco depois do Natal de 2010, num dia bastante frio, na qual ele e parte do elenco corriam num plano bastante inclinado sobre a neve. “Quando vi o filme pronto, parece que estamos correndo num lugar sem qualquer inclinação. Fiquei possesso”, brinca.
 
Para fazer esse longa, o segundo da série, o ator conta que, como no anterior, foram buscar Sherlock Holmes em sua essência – ou seja, nos livros de Arthur Conan Doyle. “A ideia que o público tem dele está muito mais próxima do cinema do que do original. Especialmente na década de 1950, quando inventaram cachimbo, chapéu e o bordão ‘Elementar, meu caro Watson’. Por isso, fugimos disso tudo”.
 
Ele explica que, na retomada dos personagens, além de abandonar vícios que vinham do cinema e teatro de algumas décadas atrás, transforma-se o seu fiel escudeiro, Watson (Jude Law), numa figura mais atuante, de mais ação. “Watson é o sujeito comum, como todos nós. Já Sherlock representa aquilo a que aspiramos ser”.
 
O ator é um entusiasta do personagem e da série de filmes, e diz ter participado de perto de todo o processo de produção, que durou cerca de um ano e meio. Chegou  a dar palpites que foram aceitos. “Numa das cenas, o disfarce do Sherlock seria o de um padre. E eu falei: porque um padre se ninguém mais acredita neles? Eu prefiro me vestir de mulher. Acharam que eu estava brincando. Mas, não, realmente eu falava a sério. Tanto que toparam a minha sugestão”.
 
Segundo Downey Jr., um terceiro filme da série deve acontecer, mas ainda é cedo para falar sobre a história. “Conan Doyle escreveu muitas tramas para Sherlock Holmes. É uma fonte quase inesgotável. Certamente vamos nos voltar para ele, para buscar ideias para uma sequência”.















Alysson Oliveira

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