Entrevistas

Ronaldo lança o filme "#PrasempreFenômeno", sobre sua despedida da seleção brasileira

Publicado em 25/11/11 às 16h37

 
por Neusa Barbosa
O ex-jogador Ronaldo apresentou nesta sexta (25), no Shopping Bourbon, em São Paulo, o documentário #PrasempreFenômeno, que acompanha os bastidores de sua última partida com a camisa da seleção brasileira, ocorrida em junho deste ano. O filme será lançado em DVD no próximo dia 12.
 
Dirigido por Felipe Briso (Pixote in Memoriam) e com 45 minutos de duração, o documentário retrata os 19 dias que antecederam a partida, com a câmera grudada no jogador. Apesar disso, não o mostra em sua intimidade com a família – exceto pela presença de seus dois filhos, Ronald e Alex, que o acompanham muitas vezes. O foco está no Ronaldo profissional se preparando para deixar definitivamente a carreira de jogador, revelando seu dia-a-dia como empresário (ele tem uma empresa de marketing esportivo). Fora disso, ele só é visto treinando no Corinthians e no estádio do Pacaembu.
 
No filme, Ronaldo recebe muitas crianças que o veneram como ídolo. E confessa que, quando criança, gostaria de ter ganhado a camisa de um jogador: Zico. “Ele era fera”. Entre os depoimentos, está o do colega Kaká (que jogou com ele no Milan). No mais, acompanha-se o clima de preparação da partida final de Ronaldo pela seleção, com muitas brincadeiras dele com os parceiros, como André Santos, Elano, Robinho e Neymar – que, respondendo a uma pergunta de um jornalista no filme, ele aponta como seu sucessor.
 
Falando numa coletiva após sua exibição, Ronaldo confessou: “Chorei, sim, mas não hoje, foi na primeira vez que o vi”. O que o emociona mais: “Essa parte final, em que aparecem minha mãe, meus filhos, a torcida, foi bonito demais”.
 
Respondendo a outra pergunta, sobre que outro momento de sua carreira queria ter guardado num documentário: “Eu gostaria de ter feito um filme sobre a minha primeira lesão no joelho, outro sobre a segunda lesão. Teria sido um material incrível, com muita dor, muito sofrimento, mas nas duas vezes eu terminei jogando futebol. Pena que a gente não fez (esse filme)”.
 
Sobre um filme de Márcio Garcia que foi convidado a produzir, Ronaldo informou que o projeto não foi adiante com sua participação por questões contratuais, sendo produzido por outra pessoa. Quanto a novos projetos de cinema, disse que está aberto a quem o procurar.
 
Seguindo os seguranças
O diretor do filme, Felipe Briso, disse que sua intenção foi “fazer uma coisa simples”. Entretanto, destacou a dificuldade por trás desta logística da simplicidade, já que, para filmar em estádios, como o Pacaembu, foram necessárias várias licenças e liberações.
O produtor-executivo, Gilberto Topczewski, por sua vez, ironizou o próprio Ronaldo: “Era um desafio segui-lo, porque ele não queria nos passar sua agenda. Tivemos que ficar amigos dos seguranças”.
 
Futebol
Naturalmente, boa parte dos jornalistas presentes eram da área esportiva e boa quantidade das perguntas abordaram o futebol. Quem Ronaldo acha que vai ser o campeão brasileiro este ano? “Acho que vai ser o Corinthians, claro”, afirmou. Mas fez uma ressalva: “Tem que ganhar esse jogo de domingo (contra o Figueirense), não contar a última rodada (que será contra o Palmeiras, no outro domingo). O Vasco tem um jogo difícil pela frente (contra o Fluminense), em que tudo pode acontecer, acredito até num empate”.
 
E Adriano, que fez um gol decisivo para o Corinthians no último final de semana? “Acho que foi só um tira-gosto do que ele pode dar”.
 
E a seleção, está no caminho certo? “Realmente acredito na seleção. O Mano faz um trabalho excelente na administração de grupos. Não tenho dúvida de que vai fazer um grande trabalho e a seleção vai ter um grande papel na próxima Copa”. Então, o Brasil não tem que mexer em nada? “O Brasil não tem que mudar a tradição de seu jogo, embora possa aprender o que os estrangeiros têm de melhor. Taticamente e na parte defensiva, temos o que aprender deles”.

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