Entrevistas

“Os vilões são mais legais ”, diz Gabriel Braga Nunes

Publicado em 05/09/11 às 18h53

por Alysson Oliveira
Gabriel Braga Nunes não quer trabalhar. Apesar disso, no seu primeiro dia de férias depois do fim da novela “Insensato Coração”, ele trabalhou a tarde toda na divulgação do longa O homem do futuro. O ator disse, em entrevista ao Cineweb, que pretende tirar os próximos meses para descansar e não fazer nada. Seu único plano é viajar para Nova York. “Eu não faço ideia do que vou fazer por lá. Estou precisando tirar esse tempo”. Na semana passada, o ator terminou de gravar a novela, na qual fazia o vilão, Leo. Antes disso, ele vem de uma maratona de mais de dois anos ininterruptos.
 
Entre abril de 2009 e fevereiro de 2010, esteve no ar na Record com Poder Paralelo. Ao terminar essas gravações, fez três filmes, O homem do futuro, País do Desejo, e Garibaldi na América. Na sequência, gravou a série As Cariocas e já entrou na novela, que acabou na semana passada. “Foi um trabalho seguido do outro. Preciso de uma pausa para respirar. Para cuidar da vida”, brinca. Ele conta que, fora essa pausa, não tem nenhum plano para os próximos meses.
 
Em O homem do futuro, Braga Nunes divide a cena com Wagner Moura e Alinne Moraes, e, como em “Insensato Coração”, o ator faz um vilão – mas, aqui, bem mais leve do que o psicopata Léo. “Sempre quis fazer uma comédia. Mas, curiosamente, o meu personagem no filme não tem nada de cômico. Ele até dá uma deixa para os outros serem”, explica.
 
Em País do Desejo, de Paulo Caldas, que estreou no Festival de Gramado há duas semanas, o ator faz um médico, irmão de Fábio Assunção, e, novamente meio malvado. “Dependendo da produção, seja novela, filme, teatro, os vilões são personagens muito fascinantes. Alguns deles são mais legais [que os mocinhos]. Claro, sempre varia. Nem todos os vilões são grandes personagens. Mas, nos últimos tempos, dei essa sorte”, comenta.
 
Braga Nunes explica que, para aceitar fazer um personagem no cinema, a primeira coisa que conta é o trabalho do diretor. “É preciso que eu me estimule com quem vai me dirigir. No caso de O homem do futuro foram os filmes anteriores do Cláudio [Torres], Redentor e A mulher invisível. Aconteceu algo parecido também, no caso do Paulo [Caldas]. Eu fiquei impressionado com o outro longa dele, Deserto Feliz. Eu procuro muito trabalhar com diretores que tenham uma proposta estética com a qual me identifico”.
 
Braga Nunes também trabalhou com o italiano Alberto Rondalli, na produção Garibaldi na América, na qual ele interpretou o revolucionário italiano, e Ana Paula Arósio, sua mulher, Anita. “É um filme épico. Tem cenas de batalha no mar, entre outras coisas. Estou muito curioso para ver como ficou”. Mas o filme ainda não tem previsão de estreia.
 
Outro longa do qual o autor participou, e também não tem previsão de estreia – se um dia ficar pronto – é a cinebiografia Chatô – O Rei do Brasil, de Guilherme Fontes, no qual ele faz Rosemberg, um amigo do protagonista. “A minha participação no longa é bem grande, mas sequer cheguei a ver uma cena pronta, muito menos um copião do filme inacabado”.
 
O ator conta que se livrar do vilão Léo não será nada difícil, afinal, não é “daqueles de levar o personagem para casa”. E completa: “Era um personagem fascinante, mas bastante cansativo fisicamente, porque transitava entre diversos núcleos da novela, se envolveu com várias pessoas”.
 
 Especialmente, nas últimas semanas o ator enfrentou uma maratona desgastante – mas não chegou a fazer a cena em que Leo forja a própria morte pulando de paraquedas. “Foi um dublê quem saltou. Eu fiz tudo no estúdio, com um ventilador enorme jogando vento contra mim. No final, ficou perfeito, parece que fui eu quem saltou”.

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