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Cinema para muitos - a experiência do Festival de Brasília

Por Neusa Barbosa em 01/10/2011
BRASÍLIA - Uma novidade muito promissora está acontecendo nesta 44ª edição do Festival de Brasília – a exibição simultânea da sessão diária de curtas e do longa da competição não só no tradicional espaço do Cine Brasília como também em três outras salas nas cidades-satélites, em Sobradinho, Taguatinga e Ceilândia, a preços reduzidos (R$ 3,00 e R$ 6,00).
 
É de se comemorar a iniciativa, enfrentando, ao menos temporariamente, um dos problemas cruciais para popularizar a arte do cinema no Brasil – a ampliação dos espaços de exibição além dos shoppings e também a redução dos preços dos ingressos.
 
O sucesso da experiência deve levar, espera-se, a que seja mantida na programação do ano que vem deste festival. Quem sabe, que seja imitada por outros em diversos pontos do Brasil.
 
Outra mudança que seria bom que se implementasse o quanto antes seria a conclusão da já muito esperada (porque necessária) reforma do próprio Cine Brasília (obra para a qual deverão ser gastos, no total, R$ 14 milhões e que foi feita apenas parcialmente, com a impermeabilização do teto). O plano é que ali funcione um centro cultural, com cafés e outras duas salas de cinema. A promessa é que fique tudo pronto até 2014.
 
Enquanto isso não acontece, aquele espaço histórico do cinema brasileiro continua sem condições de manter uma programação regular ao longo de todo o ano. Fora das concorridas sessões do Festival de Brasília, a sala fica fechada.
 
Outra razão para preocupação no circuito de arte da capital federal, o fechamento das salas da Academia de Tênis, deve ter um atendimento, ao menos em parte, com a chegada em breve do Espaço Unibanco (no antigo circuito Embracine). Mas ainda é pouco para a necessidade de diversidade cultural de Brasília.

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