Asneiras e Equívocos

Os Simpsons pós Fukushima

Por Rodrigo Zavala em 31/03/2011

Longe de uma piada infame envolvendo o acidente da planta nuclear de Fukushima e seus trágicos resultados, há uma campanha politicamente correta para desvencilhar qualquer relação dos Simpsons com acidentes nucleares. Três cadeias de televisão da Alemanha, Áustria e Suíça estão cortando, censurando ou, pelo menos, revisando o conteúdo de alguns episódios.

Homer Simpson, como inspetor de segurança da usina nuclear de Springfield, nas longevas 22 temporadas da animação, foi protagonista de um sem número de acidentes e incidentes. Como em “Definindo Homer” (episódio 40, 3ª temporada), em que ele evita uma explosão nuclear depois de uma desesperada escolha aleatória de botões a serem apertados. E o que dizer quando Bart encontra um “Peixe de três Olhos” (episódio 17, 2ª temporada)?

As piadas escondem as críticas de Matt Groening, criador da série, sobre os perigos da exploração dessa matriz energética. Afinal, não podemos esquecer que o desenho foi ao ar pela primeira vez na TV durante o The Tracey Ullman Show, em 1987, apenas um ano depois do desastre Chernobyl.

O canal austríaco ORF já retirou da programação o episódio “Marge Arruma um Emprego" (66, 4ª temporada), que retrata a morte por radiação de Marie e Pierre Curie, e promete barrar, tal como os canais Pro7 (Alemanha) e SF (Suiça) todos os episódios com referência a desastres nucleares. Segundo as emissoras, trata-se de uma política de comunicação adotada após Fukushima, que poderá ser revista no final de abril, segundo o jornal alemão Tagesspiegel.


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Comentários:
  • 21/05/2012 - 11h42 - Por Priscilla Xavier Adoro a série "Os Simpsons" a tal ponto que na graduação fiz minha monografia tomando a série como objeto de pesquisa.

    Matt Groening mete o dedo na ferida do American Way of live, sem medo de ser retaliado.

    Gostei da observação crítica das matrizes energéticas e seus perigos, e do suposto desconforto que tal crítica gera na Alemanha e Suiça.
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