A Viagem Imóvel

Woody Allen ainda paira sobre a cidade

Por Luiz Vita em 02/07/2012

A cidade ainda não se recobrou do efeito de Meia-noite em Paris (e isso vale para todas as cidades onde o filme passou) e Woody Allen volta com um novo filme, Para Roma com amor. Como o tempo passa. Um ano. Quatro estações. O diretor nova-iorquino sempre teve uma legião de seguidores fiéis, mas desde Meia-noite em Paris ganhou novos fãs de carteirinha, que agora não querem perder cada nova produção.

Os críticos reconhecem que o filme não supera o anterior em criatividade e humor, mas não deixam de recomendá-lo. Um jornalista de um jornal diário, por exemplo, enumerou uma série de defeitos do filme, dissecou todos os seus problemas. Mas, na nota de avaliação colocou: bom. O leitor mais desatento pode ficar confuso: se o filme tem tantos defeitos, como pode ser bom? Porque é um Woody Allen, ora! Porque nos faz lembrar de outros filmes seus, porque adoramos os lugares que ele mostra, porque saboreamos a trilha musical, porque nos encantamos com suas musas. Porque queremos viver eternamente essa fantasia que ele nos propõe. Era assim com Fellini, cujos filmes também pairavam sobre os espectadores, mesmo depois que as luzes do cinema se acendiam. Por isso corremos para o cinema, para continuar na ilusão que nossos sonhos continuam preservados na sala escura.


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