Celulóide Digital

Um Sherlock Holmes em ponto de bala

Por Neusa Barbosa em 17/12/2009

A julgar por Sherlock Holmes, o divórcio de Madonna parece ter feito bem ao diretor Guy Ritchie. Seu novo filme recicla o detetive criado no século 19 por Conan Doyle, bem como seu fiel parceiro, o dr. Watson (Jude Law), numa voltagem de comédia cínica, com adrenalina de filme de ação e uma trilha (de Hans Zimmer) que pisca para o faroeste. Além disso, o roteiro entra fundo numa trama de magia negra.

A melhor notícia sobre a nova encarnação de Holmes é que Ritchie não se perde em toda essa mistura e cria um filme genuinamente divertido – apoiado numa química na justa medida entre Downey Jr. (que ultimamente está se mostrando quase tão versátil quanto Johnny Depp) e Jude Law (um ator que segue uma carreira bem diversificada como é, comum, aliás, entre os intérpretes ingleses, que não se preocupam tanto em fixar uma imagem e têm menos medo de se arriscar).

Holmes e Watson se dão tão bem, na verdade, que corria o risco de virar uma história gay. Ritchie não quis ousar tanto na recriação da dupla e arranjou namoradas para ambos – a malandríssima Irene Adler (Rachel McAdams) para o detetive, Mary Morstan (Kelly Reilly) para seu fiel médico e escudeiro.

O vilão da história, lorde Blackwood (Mark Strong) tem pinta de conde Drácula, com seu sobretudo negro e cabelos puxados para trás. Na verdade, chupar sangue é a única maldade que ele não faz. O cara é chegado em magia negra, assassinatos e explosões.

Ritchie ainda insiste em truquinhos como as câmeras lentas e os flashbacks em fast forward para explicar algumas sequências que passam muito rapidinho. Dada a complexidade das tramas de Sherlock Holmes, até que ajuda o público a entender melhor algumas passagens.

O final não deixa dúvidas: está nascendo uma nova franquia.
 

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