Celulóide Digital

Pra falar de quem chegou em 2016

Por Neusa Barbosa em 27/12/2016
Bom, o ano (sinistro!) está terminando. E não quero falar só de quem partiu – porque 2016 foi particularmente cruel, levando Ettore Scola, Jacques Rivette, Abbas Kiarostami, Ronit Elkabetz e outros.
 
Também é bom falar de quem chegou no cinema brasileiro, diretores e diretoras de primeira viagem cujos trabalhos chegaram nas telas com força. Caso de Anita Rocha da Silveira, com um drama social com pegada de ficção científica cheio de personalidade (Mate-me por favor); Juliana Rojas, em sua primeira direção solo no saboroso musical ambientado num cemitério, Sinfonia da necrópole, que põe em questão a especulação imobiliária; Aly Muritiba, arrebentando em sua primeira ficção, Para minha amada morta; André Novais Oliveira, mantendo a pegada criativa de seus curtas na narrativa de seu primeiro longa, Ela volta na quinta; e Marina Person, esbanjando honestidade em Califórnia, seu primeiro longa de ficção, segundo da carreira.  
 
Com certeza, são todos trabalhos para figurar na lista dos melhores do ano, ao lado de Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, Ausência, de Chico Teixeira, Boi Neon, de Gabriel Mascaro – todos segundos longas de diretores maduros (no caso de Mascaro, segunda ficção) -, Mãe só há uma, de Anna Muylaert, Campo Grande, de Sandra Kogut, Big Jato, de Cláudio Assis, e Trago Comigo, de Tata Amaral.  
 
Pelo menos na arte, 2016 não deu perda total pro Brasil. Muito pelo contrário!!!

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