A Viagem Imóvel

Mamma mia, deram o Oscar pra Margaret Thatcher!

Por Luiz Vita em 27/02/2012

Todos sabem que o Photoshop nas mãos de gente despreparada ou mal intencionada é um perigo. O maquiador de Meryl Streep errou na dose e criou uma personagem que em nada se parece com a Margaret Thatcher real, apelidade de dama de ferro com muita razão.

Não satisfeita com o penteado a la bolo de noiva, a diretora providenciou uma maquiagem ainda mais profunda, na alma e no caráter da personagerm, tornando-a quase uma líder feminista. Só faltou trilha sonora do Abba para que víssemos nas telas uma reedição de Mamma Mia com gaita de fole. Na mesma faixa de pedestre que os Beatles atravessaram, em Abbey Road, Magy passou ao volante de seu trator atropelando todos que encontrou pela frente.

Rafinha nunca será Billy Cristal

Por mais brega que seja a festa do Oscar, alguns apresentadores fazem seu papel com alguma dignidade e até humor. É o caso de Billy Cristal que consegue fazer graça e se divertir ao mesmo tempo. Sabe dosar o humor sem ser grosseiro, se permitindo algumas brincadeiras que até fogem do politicamente correto.

As surpresas de terça-feira

Por Luiz Vita em 15/02/2012

As terças-feiras costumam ser dias de notícias ruins. É quando sai a relação dos filmes mais vistos do fim de semana anterior, apurada pelo Filme B, que o Cineweb destaca na home. É muito raro um bom filme bombar no gosto do público, na semana de abertura. Outro dia foi Agamenon, semana passada foi A filha do mal, e esta semana, Cada um tem a gêmea que merece. Quando vi o filme, tive uma ligeira esperança que ele não faria sucesso. Ele é muito ruim, pensei comigo, as piadas não têm graça. Mas, ingenuidade minha, o filme de Adam Sandler bombou em bilheteria, em venda de pipoca, de refrigerante, de dramin. Só me resta esperar que na próxima terça-feira A Invenção de Hugo Cabret conquiste a simpatia do público. Mas é bem capaz que a versão mulher de Adam Sandler continue dando as cartas.

Cinema e religião

Um ditado antigo ensina que não se deve discutir política, futebol e religião com ninguém. Por serem temas que despertam paixões, o melhor, nos ensinavam nossos pais, é melhor nem tocar no assunto. Mas, nem sempre fui prudente e perdi a conta de quantas vezes quebrei essa regra de ouro, principalmente em se tratando de política e futebol.

Para minha surpresa, descubro que existe um outro tema tabu: o cinema, ou melhor, alguns tipos de filmes sobre os quais você só pode concordar com a voz dos fãs. Não importa que o filme seja ruim, você não pode ousar dizer o contrário: corre o risco de perder o amigo ou de ser insultado se for crítico de cinema.

Na semana passada, uma crítica publicada no Cineweb sobre o filme Star Wars motivou uma avalanche de críticas e ofensas da legião de adoradores do filme. Um dos internautas reconheceu que o filme tinha defeitos, mas isso não era motivo para uma crítica negativa. Ou seja, eu sei que o filme tem problemas, mas não posso colocar o dedo na ferida.

Os fãs de quadrinhos também são implacáveis com os críticos de cinema e não perdoam o "desrespeito" aos autores ou personagens quando as críticas são negativas. Eu também fui fã de Superman quando tinha 13 anos, mas sabia que era tudo mentirinha. As melhores aventuras eu vivia diariamente na rua jogando futebol, empinando pipa, rodando pião, sotando balão (uma atividade altamente perigosa, como se reconhece hoje, quase terrorista).

Portanto amigos internautas, não levem tudo tão a ferro e fogo. Como dizia Lobão (o cantor e compositor, não o perseguidor dos 3 Porquinhos), "cinema é só ilusão".