Celulóide Digital

Meus melhores filmes de 2012

Por Neusa Barbosa em 26/12/2012
Todo ano eu tento, mas não consigo. Quero escolher só dez melhores filmes do ano e acabo “estourando” o número...
 
Aconteceu de novo e olha que, antes de rever a lista de lançamentos de 2012, eu até pensei que o ano não tinha sido tão bom assim. Mas foi só olhar e encontrar. Afinal, mesmo assim, 15 são poucos entre pelo menos 240 lançamentos internacionais em todo o país. E não resisto a algumas menções honrosas.
 
No lado nacional, também me dei ao luxo dos 15 melhores, num universo sensivelmente menor – 91 lançamentos (incluindo coproduções com o Brasil). E abro o coração para algumas menções carinhosas.
 
Não esqueço dos atores e os menciono aqui: dos internacionais, meus dois top foram Michael Fassbender (Shame) e Tilda Swinton, por Precisamos Falar sobre o Kevin; dos brasileiros, Camila Pitanga, por Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios; e Irandhir Santos, por Febre do Rato.
 
Que 2013 chegue cheio de criatividade e encantamento cinematográfico! Um grande ano a todos os amigos do blog e do Cineweb!
 
Às listas:
 
Internacionais
 
1-      Mistérios de Lisboa, de Raul Ruiz
2-      Rota Irlandesa, de Ken Loach
3-      Shame, de Steve McQueen
4-      Pina, de Wim Wenders
5-      Precisamos falar sobre o Kevin, de Lynne Ramsay
6-      Habemus Papam, de Nanni Moretti
7-      Um Método Perigoso, de David Cronenberg
8-      J. Edgar, de Clint Eastwood
9-      O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson
10-   Bullying, de Lee Hirsch
11-   Deus da Carnificina, de Roman Polanski
12-   Um alguém apaixonado, de Abbas Kiarostami
13-   O artista, de Michel Hazanavicius
14-   Aqui é o meu lugar, de Paolo Sorrentino
15-   Fausto, de Alexandr Sokurov
 
Menções honrosas: A Separação, de Asghar Farhadi; Frankenweenie, de Tim Burton; O Gato do Rabino, de Antoine Delesvaux e Joann Sfar.
 
Brasileiros
 
1-      Febre do Rato, de Cláudio Assis
2-      Tropicália, de Marcelo Machado
3-      Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca
4-      Mãe e filha, de Petrus Cariry
5-      Uma longa viagem, de Lúcia Murat
6-      Raul, o Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho
7-      Paralelo 10, de Silvio Da-rin
8-      Xingu, de Cao Hamburger
9-      Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes
10-   Gonzaga, de pai pra filho, de Breno Silveira
11-   Sudoeste, de Eduardo Nunes
12-   Marighella, de Isa Grispun Ferraz
13-   Vale dos Esquecidos, de Maria Raduan
14-   Cara ou coroa, de Ugo Giorgetti
15-   Luz nas trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro Martins
 
Menções honrosas:  A Música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, e Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz, de Joel Pizzini.

"O Hobbit" chegou. Mas cadê o 48 fps?

Por Neusa Barbosa em 11/12/2012
 Então, o esperado O Hobbit – Uma Jornada Inesperada está entre nós. Hoje (11/12) de manhã, ocorreu a primeira sessão de imprensa aqui em São Paulo. A decepção foi que nós, jornalistas, não pudemos conferir o falado formato “48 quadros por segundo”. O filme foi exibido em versão convencional, nem mesmo em 3D...
 
Qual a razão disso? Não há salas preparadas para exibir o filme no formato? Correm boatos de que o formato vem recebendo críticas, nas exibições que ocorreram fora do País, então os distribuidores prefeririam deixar para mostrar para o público avaliar. Será?
 
Em todo caso, a imensa legião de fãs da saga de J.R.R. Tolkien, da qual se abre uma nova trilogia cinematográfica, tem material de sobra nas mãos para se divertir – especialmente se forem mais jovenzinhos. Porque a saga de Bilbo Balseiro (um carismático Martin Freeman) é aventurosa o bastante para manter os olhos na tela por quase toda a extensão do filme.
 
Verdade que o filme custa a pegar. A apresentação da trupe dos 13 anões, que junto com Bilbo e o mago Gandalf (Ian McKellen) empreenderão a jornada para a reconquista do reino de Erebor, é um tantinho longa, assim como a bagunça que fazem na casa arrumadinha de Bilbo.
 
Mas, depois que finalmente eles pegam a estrada, adrenalina não falta, por conta dos repetidos encontros com os temíveis orcs e os grandões trolls – que têm apenas uma mas bem divertida sequência, na qual a insuspeita malandragem de Bilbo virá a calhar.
 
Como quase sempre na saga O Senhor dos Aneis, quase não há personagens femininas à vista – mas isto vem do original. Apenas Galadriel (Cate Blanchett) terá uma pequena participação, quando os anões, Bilbo e Gandalf passam pelo reino dos elfos – onde uma reunião une rapidamente também o rei Elrond (Hugo Weaving) e o mago Saruman (Christopher Lee).
 
A coragem de Bilbo, no entanto, sobe vários degraus no seu primeiro e definitivo encontro com Gollum (a criatura digital que provém de uma captura dos movimentos do ator Andy Serkis). Trata-se de uma sequência de gelar a espinha. E decisiva, também, porque nela entra em cena o famoso anel que movimentou toda a trilogia da qual O HobbitUma Jornada Inesperada e seus dois próximos filmes são apenas as prequels. Haja espada para tantos orcs que vem por aí...