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Novo cinema brasileiro brilha em Paulínia

Por Neusa Barbosa em 30/07/2014
Boa notícia: o cinema brasileiro vai bem, obrigado.
 
Pelo menos, a se avaliar a partir do mais recente Festival de Paulínia – outra boa notícia é que o próprio festival parece ter voltado à forma, em seu formato normal, com filmes inéditos.
 
É de comemorar a força de dois novíssimos diretores, o pernambucano Camilo Cavalcante, que foi com méritos o grande vencedor do festival, com seu duro e potente A história da eternidade. Assim, Camilo confirma um talento que vinha amadurecendo de seus vários (e também premiados) curtas.
 
Também deu gosto ver como a nova geração deu conta de um retrato nuançado e reflexivo da nossa elite, no excelente Casa grande, do estreante carioca Fellipe Barbosa. É muito bom ver um novo diretor pensando o Brasil em que vivemos como gente grande, e, o que é melhor, não esquecendo de infiltrar humor. É assim que a gente é.
A paulista Juliana Rojas arrasou com a mistura entre musical, terror e humor do criativo e delicioso Sinfonia da necrópole, mais uma confirmação do talento da diretora neste universo, que ela cultivou muito bem também em seus premiados curtas.
 
Sangue Azul, de Lírio Ferreira, percorre aquele universo livre, criativo, lúdico de um diretor que já deu muitas alegrias ao cinema brasileiro, e continua dando. Um sopro de vida e liberdade está neste filme aqui.
 
Infância, do Domingos de Oliveira, é um belo mergulho nas memórias de outro cineasta que extrai pérolas da própria vida.
 
Foi disto que eu gostei mais por lá.